Os madeirenses estão estupefactos com certas atitudes do governo da república do PSD/CDS relativamente à Madeira que não eram espetáveis tendo em consideração aquelas que foram as promessas eleitorais destes dois partidos nas últimas eleições nacionais e ao facto da Região ser governada pelo PSD. Refira-se por exemplo, as medidas contra a Zona Franca e o CINM, ponto de honra do CDS e do PSD, que retomariam as negociações com a EU, relativamente às isenções fiscais, o que, manifestamente, não sucedeu, em prejuízo dos milhares de trabalhadores ali existentes, a maioria qualificados e das centenas de milhões de euros que a economia madeirense perderá através dos impostos das empresas que já se deslocaram para outras praças europeias e não só. Mas, o mais lamentável e incompreensível é que nessas centenas de empresas se inclua o banco do estado, a CGD, com o apoio implícito de Portas e Passos Coelho. Passos e Portas autorizaram que o banco do estado pague impostos nas Ilhas Caimão em vez de pagar numa parcela de Portugal, a Madeira. As ilhas Caimão são conhecidas como uma região, onde se pratica o crime económico, nomeadamente branqueamento de capitais e fuga aos impostos. Portas e Passos estão a ser cúmplices deste crime à economia do País e particularmente da Região. É por isso lamentável que Passos Coelho, por um ajuste de contas com o Dr. Jardim, por este não o ter apoiado no Congresso e Portas numa atitude de quanto pior, melhor para o seu partido fazer 1ªs páginas na Região, acabem por prejudicas os madeirenses em geral. Afinal, para Passos e Portas os madeirenses são ou não portugueses?
João Isidoro Gonçalves, Presidente do MPT-M