Émuito comum haver possibilidade para escolha variada, quando vamos ás compras, ao mercado, ás lojas de pronto a vestir, na escolha dos canais de televisão, na compra de apartamento e na opção de escolha do profissional de saúde para tratar as nossas "mazelas". E é muito comum ouvir dizer também, uma frase expressiva de dúvida: - Quero ouvir uma 2ª opinião! - não bem no caso das escolhas das compras, mas, mais própria e legítimamente, quando se trata de problemas de saúde, problemas com o nosso corpo, com o nosso bem estar ou até de familiares, nossos ascendentes ou descendentes ou a nosso exclusivo encargo - e a 2ª opinião, neste caso é justificada, por uma descrença ou desconfiança na 1ª opinião, por um desconhecimento efectivo ou por falta de esclarecimento daquilo que está a acontecer, ou até e só, para ouvir mesmo uma outra opinião. Ou então, a tal 1ª opinião interfere tanto com os nossos interesses económicos ou com a nossa integridade física, que requer uma confirmação, a qual se espera obter com essa tal 2ª opinião. Mas, ... e se, depois de conhecer as duas, as mesmas opiniões se revelam divergentes e até antagónicas? E se, a 2ª opinião ainda vem criar mais dúvidas, em cima das dúvidas que a primeira criou? Há que ouvir uma 3ª opinião! Então, se chegámos ao extremo ponto, de estar a solicitar uma 3ª opinião sobre um assunto que queremos ver esclarecido e decidido, o melhor é começar então por pedir uma 1ª opinião, segura, honesta e fiel - a alguém da nossa inteira confiança - exactamente para saber a quem nos vamos dirigir, para pedir de forma assertiva, essa 3ª opinião. Esta conversa está a ficar parecida com um trajecto labiríntico, algures num qualquer jardim françês, de sebes altas, com 5 entradas e uma só saída! Por inerência da minha profissão, já relatei várias opiniões - digo e ressalvo, relatei - porque é bom e saudável que tudo o que se diz, fique escrito, como também justificado e fundamentado. E é sobejamente importante para quem pede a opinião e para quem a dá! Ambos têm a lucrar com isso, porque se evitam muitas segundas opiniões - embora todo o mundo tenha o direito de as pedir - ficando a reconhecer-se algumas certezas, quando as coisas se podem apresentar complicadas. É habitual e comum, nos concursos solicitados pelas empresas privadas ou estatais, pedir-se três propostas, ou seja, três opiniões, e depois, perante aqueles três "pratos de bifes", que estão em cima da mesa, normalmente escolhem o "bife" maior, com mais molho, com maior quantidade de acompanhamento, que não é nunca igual, à melhor qualidade na degustação, na digestão e depois na absorção. E alguns desses " pratos" até provocam, dores de cabeça, gazes e diarreias bravias, no dia seguinte! Percebem onde quero chegar! O povo sempre diz - e a sabedoria popular é milenar e intocável - que - O que é barato sai caro! Mas hoje, com os produtos chineses infestados nos mercados mundiais, o povo terá de rever a sua antiga frase e corrigir para qualquer coisa assim: É tão barato, tão barato, que nunca há-de sair caro! Quando se pede a tal opinião - para um concurso, para um orçamento, ácerca duma doença ou para avaliar a rentabilidade duma empresa - espera-se uma resposta esclarecedora, que solucione decisivamente ou que indique os caminhos mais adequados, colocando na balança vários items e também o preço/benefício. Só uma insuficiente ou má avaliação, pode induzir o recurso a uma 2ª opinião! Quiçá uma 3ª, 4ª opiniões, e até uma 5ª para poder desempatar, no final, se for caso disso. E na medicina é muito comum, após um traumatismo que não foi á urgência, começar o tratamento no massagista, sem saber o diagnóstico, passar para uma 2ª opinião no homeopata, e depois ir consultar um médico para a 3ª opinião, para fazer o diagnóstico, ... esta talvez a consulta definitiva. E quantas supostas constipações vão primeiro á farmácia buscar xaropes e rebuçados com gosto a remédio, e que, depois de gastarem aquele dinheirinho, acabam por ir ao médico, que lhe vai receitar um antibiótico funcionando como a 2ª opinião? Entramos em 2012, e o rigor vai ser regra, como devia ser, antes, agora e sempre! Para não ter de pedir, "a torto e a direito" qualquer outra opinião! PS: A qual governante de qual governo se pede uma 3ª opinião sobre o que se passa na Zona Franca da Madeira?
José Manuel Ramos