José Edgar Marques Da Silva Geralmente reservado a grandes homens, o código de honra, "bushido" em japonês, honoris do latim, permitia ao Homem manter-se íntegro, na sua magnitude, ou lavar a sua face, em caso de desonra ou perda de respeito, dignidade e brio. Aos políticos exigem-se homens com sentido de honra, com brio, íntegros, valorosos, com coragem, que saibam olhar para trás, e com orgulho verificarem que, nada os desvaloriza, sem medos nem receios do julgamento que a história fará deles; pois as suas acções se sujeitaram ao código de honra, abraçado por eles desde a primeira hora. Apenas devemos olhar com agrado para aquilo que se perdeu, se isso de nada nos valia ou valorizava; saímos sempre a ganhar. Hoje Janeiro de 2012, olhando para trás, ano, após ano, de que nos devemos arrepender, nestas coisas de politicas, votos, eleições e campanhas; julgo que devemos nos arrepender de termos sido tão permissivos e passivos, de termos confiado em quem nem código, nem honra tinha, apenas desejo de poder e mais poder, sede de vitórias alimentada por sucessivas e fáceis vagas de vitórias eleitorais, que em vez de abrir horizontes, os fechou e confinou à egoísta e ínfima opção de sem saber e se aperceber, ficar orgulhosamente só. Chegou o momento da RAM, encontrar o seu caminho, não para alimentar um passado recente, mas para dele se libertar de vez, encontrar formas de esse passado, não se voltar a reproduzir, mudando e alterando regras, princípios, tornando a democracia mais transparente e inviolável, já que agora ela tem sido constantemente e sem vergonha violada pelos homens, sem código, nem honra. Só lhes resta fazer Seppeku político, sair com honra e a cara erguida. A RAM agradece assim como os madeirenses esse ultimo acto de honra, que é o de sair, sem se envergonhar, porque a vergonha será maior e o seppeku inútil, se se, é incapaz de reconhecer, que o tempo ganha sempre e nunca perde, só perde se persistir lembranças magnânimas que resultam das, memorias do seu exercício. Está na hora da RAM mudar, mas está na hora de alguém saber e perceber que o mais importante é sair, ganhará a sua memória futura de bom, e de útil que fez pela sua terra, sendo que isso ninguém lhe pode tirar, isso só o pode fazer, ele próprio, se persistir sabendo que sair não é desistir, mas abrir caminhos pela mão de outro, que de certeza lhe agradecerá o conselho; assim prepara um "pai os seus filhos, honrando a sua memoria e o seu trabalho"; um político pode e deve fazer o mesmo...