1 - Nunca o futuro esteve tão incerto. Nada nos é dito sobre o dia de amanhã. Andamos todos de "calças na mão" e de quem se espera uma palavra, diz-nos que é o "elo mais fraco". Andamos todos enganados até pelo inverno que prometeu cá estar mas não se apresentou a tempo e horas, tal como fizeram alguns jogadores de futebol após as férias de Natal. Mas esses vão ser castigados. Nós não podemos castigar o Inverno. Temos é de implorar ao Inverno que não nos castigue, a modos como faz a Madeira a Lisboa, nesta trampa do ajustamento financeiro. Não se conhece o futuro, ponto final! Mas podemos alinhavar umas quantas imposições para constar numa espécie de programa de ajustamento financeiro para o desporto Madeirense a fim de pôr termo ao regabofe nos desperdícios dos dinheiros públicos. O corte nos apoios deverá de atingir os 50%, o financiamento terá como finalidade a manutenção dos espaços desportivos com a disponibilização de um funcionário permanente, premiar a formação e engrandecimento do atleta Madeirense. Aos dirigentes pede-se que sejam inovadores, empreendedores e, sobretudo, bons gestores! Assim, penso que ficariam lançados alicerces para uma melhor sustentabilidade do desporto na Madeira. Os clubes ficavam obrigados a encontrar meios de sobrevivência! É necessário uma política realista. Esqueçam as vaidades, os arranjinhos politico/desportivos, as passeatas ao fim de semana a Lisboa, para familiares e amigos, as travestidas modalidades amadoras com salários profissionais. Esqueçam de vez, para que nunca mais falte água quente nos balneários e nas piscinas, nem seja necessário fechar tanques de aprendizagem da natação! A boca do saco dos dinheiros públicos vai ter fechar, para metade, pelo menos! 2 - O Nacional teima em não pegar. Continua aos solavancos. A saída de Ivo Vieira ainda não se traduziu em pontos. Pedro Caixinha, que me parece demasiado vaidoso para a humildade do clube, tarda em passar da teoria à prática! Ainda vai a tempo, falta toda uma segunda volta do campeonato. O Marítimo, sem treinadores de bancada, tem demonstrado como a união faz a força!
Mário Gouveia - Jornalista