J. Edgar Marques Da Silva Numa região ultraperiférica, com disparidades sociais alarmantes, como pensa pagar o GR a assistência financeira solicitada à Republica Portuguesa; para quem leu, mesmo ao de leve a tal "missiva de dúbias intenções", fica no mínimo preocupado e apreensivo. Com 1/3 da receita e 2/3 da despesa, pretende o GR "fazer que ajustamento orçamental", fazendo corresponder o esforço a 9 % do PIB, quando no plano nacional esse esforço é 4,5%: como se justifica o Sr. AJJ, quando disse que na RAM, o esforço não seria nem maior nem menor que no continente, e que cada um pagava a sua divida, alguém anda a deturpar as coisas. Mas se cá o esforço é o "dobro", para a nossa divida, então ainda temos de acrescentar o esforço que cada madeirense já faz e paga pelo plano de assistência financeira nacional, ou estarei errado, a verdade é que já o pagamos, "um esforço" de 4,5% como todos os portugueses, e teremos outro de 9%, só nosso e regional: tudo isto eventualmente contraria, a promessa de que os madeirenses não seriam sujeitos s esforços maiores que os exigidos aos portugueses da metrópole: ao que parece esse esforço, não é duplo mas triplo e inaceitável e sim inexequível. Mas se for assim, então as famílias madeirenses estão a braços, com um esforço, sim este inexequível, assim como é inexequível a proposta que o GR acha exequível. O mais fantástico, é que este GR nem fala no desemprego, nem nas suas consequências de agravamento face a este plano para eles exequível, nem sequer se conhece um plano estratégico para combater a crise com investimento e crescimento empresarial, as "PMEs estão fritas"; os Espanhóis das Canárias, têm um, estão organizados e têm uma estratégia, a de cá parece que é a eterna reflexão, que nem no Tibete, tanta reflexão que julgo que o secretário das finanças regionais, já levita no gabinete. Deveriam explicar como pensam pagar 1.2M€/ano; é anedótico, e sim inexequível se pensar em pagar a divida numa legislatura, isso sim, vai nos obrigar a desfilar no próximo carnaval todos de cuecas, e como se pretende relançar a economia de uma região com uma asfixia e um garrote imposto por uma austeridade, de um plano que o GR acha exequível, fico a pensar realmente quem são os tontos, os que propõem ou os que fazem até braço de ferro, julgo que a fingir; e que intenções, não terá a Republica e este GR acertado nos bastidores, é que confiar já é difícil com tanta trapalhada pelo meio. A duração do empréstimo e os objectivos a atingir, têm de ser considerados, de modo a que os madeirenses, paguem a sua divida, que deveria ter sido integrada na discussão nacional aquando da intervenção da Troika em Portugal, mas a ocultação tem responsáveis e não foram todos os cidadãos da Madeira, foi opção consciente e omnisciente deste GR, e que claramente tem responsáveis, de cá e de lá. Agora a questão é o que vão uns poucos assinar no dia 16/01 para todos pagarem; não devem, esquecer, é que desse acordo depende o futuro político de uns poucos.