António Oliveira teceu há dias graves acusações na TV acerca da influência exercida pelo seu irmão através das suas empresas, sobre o futebol português. É chegada a altura da justiça convidar o Sr. António Oliveira a dizer tudo o que sabe sobre isso e investigar profundamente tudo isto afim de que este tipo de penumbra deixe de pairar de vez sobre a verdade do futebol em Portugal. Ele foi um observador privilegiado de tudo. Ele foi sócio do irmão em algumas empresas que agora acusa, além de ter exercido cargos importantes no futebol português. Deve saber muito. E se revela esta motivação para falar, de que é que a Procuradoria-Geral da Republica está à espera? Há muitos anos outro António Oliveira, o Salazar, sublinhava a prioridade da universalidade dos juízos para o bem comum, rejeitando o secundário e o supérfluo. Dizia "o maior português de todos os tempos" que "Não há nada mais inútil do que discutir política com políticos". Na verdade continua a ser enfadonho ouvir gente que falando muito nada nos diz. Acrescentava ainda que "é natural que alguns homens educados para a luta puramente política, para as especulações demagógicas, e para as exaltações emocionais das massas populares, são por esse motivo propensos a reduzir a vida da Nação à agitação própria das forças partidárias que lhes restam, não revelem compreensão nem mostrem adaptar-se. Mas a Nação que faz livremente a vida que quer, a Nação viva e real, essa, comparando passado e presente, olha com certa desconfiança o zelo destes apóstolos da liberdade", onde " o grau das liberdades públicas efectivas depende da capacidade dos cidadãos e não da concessão magnânima do Estado". Um enredo que o levou a afirmar "Sei muito bem o que quero e para onde vou" acrescentando: " Aguardamos apenas a realização de condições convenientes para que o remédio não seja pior de sofrer do que o mal que se destina a curar". A Troika impõe, o governo executa e o povo, ou emigra ou aperta o cinto até desfalecer. Será que este País está a cumprir o seu ideal como Nação independente e de futuro ? Será o governo o nosso algoz ? Até breve.
João M. M. Castro, Psicólogo clínico