António Macedo No primeiro dia do ano assisti, no Auditório do Casino da Madeira, a um belo espectáculo proporcionado pelo Grupo Recreio Musical União da Mocidade. Nada que não estivesse à espera. Conheço e admiro há muitos anos a sua qualidade, mas devo confessar que, desta vez, superou as minhas expectativas. Para além do brilhantismo da Orquestra de Bandolins e dos seus solistas, fomos brindados com a actuação de três pares de graciosos e elegantes bailarinos que dançaram alguns fragmentos de conhecidas valsas da família Strauss, e com duas fabulosas vozes femininas que cantaram quatro canções, entre as quais a emocionante canção do mar, numa oportuna e merecida homenagem ao Fado, recentemente consagrado património imaterial da humanidade. A outro nível, mas igualmente importante e simbólico, a actuação de duas crianças de 5 e 9 anos que, com os seus bandolins, trouxeram um momento de maior ternura e beleza ao espectáculo e que são o espelho da juventude desta Associação centenária, e a garantia do seu futuro. Um agradecimento a todos os intervenientes e uma palavra de especial apreço ao Maestro Eurico Martins pelo magnífico espectáculo que nos proporcionaram e que mereceu os calorosos aplausos que, generosamente e de pé, o público lhes tributou. Foi como que um bálsamo para nos ajudar a aliviar as mazelas que se anunciam para o ano que agora começa. Pena não ter ficado devidamente registado, mas a televisão não pode estar em todo o lado…