José Amador Nos finais dos anos 90 e durante o 1º governo do Eng.º Guterres, o malogrado ministro das finanças da altura, Prof. Sousa Franco, pagou a dívida da Madeira avaliada em cerca de 100 milhões de contos (500 milhões de euros), com a promessa, por parte do presidente do GR, de que não haveria mais endividamentos excessivos por parte da Madeira. Em 2011, a dívida da Madeira é muito superior ao que poderíamos imaginar, pelo que se conclui que a promessa feita pelo Dr. Jardim, na altura, era "para inglês ver", o que não deixa de ser um caso de grande irresponsabilidade. Se não há transparência e seriedade por parte de um dos interlocutores, como é que se pode negociar, seja o que for? Daí que, em boa hora e face à impotência demonstrada por vários governos centrais para "por a casa em ordem", a troika venha establecer um conjunto de regras muito claras, ao endividamento da Madeira, que passará, tal como já acontece no Continente, por impor sacrifícios aos madeirenses. Mas, há males que vêm por bem: a extinção da empresa JM será obviamente uma das medidas a tomar, mais profiláticas, como o fim das sociedades de desenvolvimento (SDM), a extinção de serviços públicos, a privatização de participações do governo em empresas privadas, o fim da subsiodependência e, eventualmente, a venda ou a concessão a privados de obras grandiosas do regime como marinas, campos de futebol, parques públicos, zonas de lazer etc. E a proibição de serem construídas obras novas que não sejam aquelas que são estritamente necessárias ao interesse público. Sem dúvida, que já é um bom começo para o fim de um regime populista, pouco sério que tem posto em causa a coesão nacional.