João MM Castro Tenho tido a preocupação nestes últimos dias de observar quem viria a terreiro defender a honra de António Candelária, militante de base e incansável dirigente do Partido Social Democrata ausente momentâneamente no Brasil. Esperava que fosse o seu Presidente, de quem foi seu fiel braço direito a fazê-lo, pois a torpeza das acusações de que vem sendo alvo não merecia menos do que esse gesto. Mas além do seu advogado, mais ninguém disse ou fez seja o que for em sua defesa. E é por isso que manifesto o meu desagrado: porque um amigo não deixa o seu amigo ser enxovalhado desta forma, sem dizer que isto tem que parar já. As pessoas têm direito ao seu bom nome. Os tribunais existem para condenar ou ilibar, e não é um indígena qualquer que pode vir denegrir uma pessoa de bem. Aos acomodados e aos dirigentes desse partido eu digo: pensem bem, pois quem faz isto a quem até era da vossa liderança e confiança deixando-o sem um gesto de defesa, também vos pode vir a fazer o mesmo, deixando-vos cair quando menos esperarem. Serão como uma pastilha elástica que após bem mastigada é cuspida para dar lugar a outra... Que isto vos sirva de exemplo, porque se hoje estão na mó de cima, amanhã provavelmente poderão estar na mó de baixo. Este mundo é redondo e roda constantemente, podendo qualquer um cair quando menos esperar. Os meus valores pautam-se pela amizade e solidariedade, coisa que existe cada vez menos por estas bandas. Só vejo lobos com os dentes de fora, escorrendo ódio nas acções e nas palavras. Fala-se muito no inimigo externo e na maçonaria como forma de justificar o que vem de fora, provavelmente com razão, mas se não se defende aqueles que são nossos irmãos acabamos sós, vitimas das nossas próprias atitudes.