Bernardo S. Vieira Li há dias no jornal oficial do Governo e da Diocese uma intervenção do Dr. Miguel de Sousa que apesar de não surpreender deixou-me triste pois demonstra as piruetas que na política se tem de dar para se manter os lugares e os lugarzinhos. O Dr. Miguel Sousa falava e dizia não perceber porque empresários como Belmiro, Oliveira e Blandy para só mencionar os privados aguentavam os prejuízos que as suas empresas de Comunicação Social apresentavam e que era no fundo para única e exclusivamente manter projectos de poder… Pois é, mais um digno empresário/ deputado (o mais faltoso da Parlamento da Madeira ) que adorava que não existissem jornais. Para este digno deputado/empresário era preferível os empresários que usam o seu dinheiro e não o dos impostos dos portugueses, como o Governo Regional faz com o seu Jornal, encerrassem os seus títulos. É sintomático que nºão tenha dito nem uma palavra sobre o Jornal da Madeira… E as Sociedades de Desenvolvimento/ Endividamento? Nem uma palavra. Não pode ? Não interessa? Ou não têm relevo na nossa divida? Já agora como o Senhor Dr. Miguel de Sousa foi o pai da criança chamada Centro Internacional de Negócios (em boa hora!) explique-nos como é que uma infraestrutura que ouço o Governo todo a dizer que é fundamental para a Região e que não podemos abdicar de ter um sistema de incentivos igual a outras praças não acautelou a posição da Região nessa empresa e permitiu que um Grupo privado tenha a maioria dessa tão fundamental e importante empresa? É que por vezes vejo o Governo Regional a defender a Zona Franca e custa-me a perceber se estamos a defender uma empresa de todos nós ou uma empresa de um Grupo Privado? E com o lugar que tem numa dessas empresas desse Grupo pode levar a raciocínios errados. Senhor Dr. Miguel de Sousa já uma vez escrevi a elogiar a sua postura como politico mas lembre-se que quem se agacha … e o Senhor desde há uns tempos a esta parte, desculpe-me a franqueza que não faz outra coisa. Ter deixado de escrever no Diário foi mais uma… Os discursos que se fazem fora da politica deixam de ter validade se quando confrontados com o Povo são alterados em função de interesses pessoais e de circunstância.