Esta é a altura ideal para você fazer o balanço das iniciativas culturais que foram levadas a cabo e quais delas aproveitou! Aconteceram e ainda acontecerão até ao final do Verão, muitos concertos, exposições, espectáculos e festas, muito perto de si, feitas para si e para lhe dar a possibilidade de poder ver o seu artista favorito ou simplesmente para desfrutar de bons momentos junto daqueles que mais ama. Quero dar os meus parabéns às produções e a todos os que aproveitaram os concertos e festivais que tivemos perto de nós, grandes cartazes, grandes artistas a vir a Portugal e apesar da crise financeira em que vivemos, o público não ficou em casa e tivemos casas cheias nos vários festivais do Continente e também Regionais. É verdade que a adesão das pessoas a festivais ou concertos pagos não é tão grande, embora no estrangeiro os bilhetes sejam bem mais caros, em Portugal as pessoas não aderem tanto, e na Madeira esta ideia ainda está mais intrínseca na cabeça das pessoas, o que é pena. Muitas vezes não é por falta de dinheiro, pois hão-de gastar esse dinheiro em cafés ou tabaco ou nos copos na discoteca mas num concerto é que não! É algo que vai mudar, como a maior parte dos concertos nem são pagos, ficámos todos mal acostumados e associámos os concertos pagos a uma certa classe social. Noutros países europeus mesmo famílias com mais dificuldades, possivelmente não têm um televisor plasma com 100 canais diferentes, ou um carro novo mas vão aos concertos e teatros e pagam os seus bilhetes, ajudando assim outras pessoas a viver. Afinal de contas, preparar um espectáculo dá trabalho a muita gente, desde produtores aos músicos, maquilhadores e cenógrafos, figurinos e escritores/compositores. Muita gente cujo esforço deve ser reconhecido por forma de um pagamento e aplausos, pois ninguém põe a hipótese de ir ao supermercado e não pagar, porque não serão as artes vistas e tratadas com o mesmo rigor e reconhecimento?
Vânia Fernandes, Cantora