Juvenal Pereira Decorre a campanha eleitoral para as eleições. É bom recordar que, provavelmente, nunca houve na Madeira um clima tão propício para uma mudança política na governação regional como agora. Só não vê quem não quer ou não lhe convém ver, o substancial aumento de pessoas que dão a cara, participam e acorrem aos eventos levados a cabo pelos partidos da oposição, tal como, nas ruas, discutem e manifestam o seu desagrado pela actual situação na nossa terra e exprimem a vontade de uma mudança política na Madeira. Por aqui se depreende que, o desafio que se apresenta aos partidos da oposição, nas eleições de Outubro, é um desafio de mudança e não de conformismo ou muito menos de mera preocupação em ocupar bancadas na Assembleia Regional. Os partidos, independentemente das suas ideologias, têm de manifestar como principal objectivo a vontade de mudar a Madeira. E isto não precisa passar, evidentemente, por alianças ou compromissos entre partidos, mas, pura e simplesmente, por cada um definir isso como meta a atingir e dirigir a sua campanha nesse sentido. Se a maioria do povo madeirense, porventura já não lhe convém a continuação dum governo do PSD, - como é natural, lógico e racional, por razões sobejamente conhecidas - também não lhe interessa sentar na Assembleia Regional uma data de senhoras e senhores que, apesar de falarem, discutirem, protestarem, o seu trabalho se revista duma quase completa inutilidade para os madeirenses e porto-santenses. De modo que, em Outubro, as eleições apresentam um único e exclusivo motivo de interesse. A luta pela GOVERNAÇÃO na Madeira! A oposição tem - como nunca teve - as suas hipóteses de afastar o PSD do poder ou, pelo menos, de fazê-lo perder a maioria na Assembleia Regional, o que não sendo a mesma coisa, representaria igualmente uma substancial alteração no modo de governar a Madeira, algo que é visto como indispensável por grande parte da população. A INTEGRIDADE MORAL dos candidatos deve pesar também na escolha dos madeirenses. Não queiramos fazer na Madeira, o que, infelizmente, em grande parte se fez no País no 25 de Abril de 1974. A Mudança das moscas! A Madeira precisa de uma mudança política, mas também de uma mudança de comportamentos, para que não volte a passar pelo vexame porque tem passado em todo o mundo democrático, nos últimos tempos. E isso só se consegue com pessoas íntegras, com dignidade, com carácter e alto valor de competência e sensatez.