L.P. Recentemente, o auto-proclamado "campeão das ilhas" lançou um canal de televisão on-line denominado Marítimo TV. O investimento ambicioso de €600.000 que, muito possivelmente, diz respeito à compra de material, remodelação de instalações e outros gastos inerentes, foi antecedido por um período de "casting" que mais se assemelhou a um processo de exploração à boa moda da crise. Tomando partido de dezenas de jovens formados na área audiovisual, foram levadas a cabo semanas a fio de "testes" com a justificativa de escolher uma equipa para o início do projecto. Houve casos de elementos que estiveram "em análise" ao longo de mais de duas semanas e a trabalhar (de borla) durante 12 horas/dia! Resumindo, o canal foi lançado sem sequer avisarem aos "escravos" que não foram seleccionados. Um NÃO é sempre melhor do que o silêncio e falta de respeito a que foram sujeitos estes jovens. Como em tudo, houve quem ganhou e quem perdeu. Quem venceu foi a equipa da "defunta" Esposende TV que, para além de conseguir despachar (literalmente) o equipamento que tinha, enviou os técnicos para trabalharem neste projecto. Quem perdeu foi o Marítimo que ficou entregue a uma equipa praticamente sem madeirenses (à semelhança do que acontece no futebol) e cuja imagem saiu manchada por deixarem estes indivíduos tratar os aspirantes madeirenses com tal desprezo. O respeito, pelos vistos, é um gesto que o dinheiro investido não pôde comprar.