Rafael Carvalho Estamos já habituados a que em altura de campanha apareçam mil e um problemas na Madeira. Tudo vale de modo a roubar uns "votinhos" a quem há quase quatro décadas vem merecendo a confiança dos Madeirenses e Portosanteses. Agora a "moda" é falar do "Buraco da Madeira". Quem está por fora pensa logo: "ladrões roubaram o dinheiro dos Portugueses do Continente e dos Açores". A verdade é que durante quinhentos anos fomos explorados por Lisboa e a "Madeira Nova" que tanta vergonha provoca em alguns (poucos felizmente) Madeirenses que continuam a se vergar a Lisboa foi construída nestes trinta e tal anos. A Madeira Nova é a Madeira do aeroporto, dos portos, das vias rápidas, dos túneis e viadutos, das estradas mesmo quando servem apenas duas ou três famílias que têm o mesmo direito que os Srs doutores que vivem em quintas e palácios, a Madeira das escolas, da universidade, dos centros de saúde em toda a ilha, dos campos de futebol, pavilhões e piscinas, da electricidade e Tv em todos os sítios. Esta obra garantiu a "Qualidade de Vida"que temos hoje mas quem possa a compare com a Madeira de há trinta anos. É esta Madeira que gastou o dinheiro que também é nosso pois também contribuímos com os nossos impostos, fruto do nosso suor e graças às condições que nos criaram e possibilitaram o investimento privado na RAM. Com o nosso dinheiro também ajudamos a pagar os buracos já esquecidos e as derrapagens dos BPP, BPN, dos estádios do Euro que não são usados, das Expos, das pontes e auto estradas, dos metropolitanos e aeroportos. Agora muito envergonhados alguns senhores vergam-se novamente a Lisboa e vão organizando manifestações, vigílias e velórios. Força juntem-se todos, de todas as raças (digo cores) e lugares e rezem aos deuses, sejam entrevistados e filmados, apareçam na TV, nos jornais e nos facebooks pois só assim se poderão mostrar porque felizmente a história nunca se fará dos fracos, acanhados, revoltados e desestabilizadores. Os outros vão continuar contra os de lá e os de cá, com um único objectivo, continuar a lutar pela Madeira e pelos Madeirenses independentemente da sua crença ideologia ou vassalagem.