Guido Gomes Na hora derradeira, aquela em que o barco está adornado, o U.I. recusa mandar calar a orquestra e insiste na tresloucada festa da romba com que pretende enganar os que ainda desconhecem o que aí vem. Foi sempre assim. Bastava-lhe espetada e vinho seco. E a "obra feita". Havia a sombra de uma ameaça que ele sempre soube existir mas que sempre negou: era a dívida que ele assumia sorrateiramente nas costas dos madeirenses e que só sabíamos por interpostas entidades; a dívida para a qual ele sempre foi alertado pela generalidade dos partidos da oposição e por várias pessoas da sociedade civil. Respondia com insulto e escárnio. A dívida é hoje o que se sabe. E, ainda assim, ele diz que não é um problema. Diz que a Madeira tem património e que o problema é de liquidez. Meu deus, será que ele acredita mesmo no que está a dizer? Ou será que finge tão contentemente o ignóbil desleixo que deveras sente? Sim, porque ele e a sua matilha nada têm com que se preocupar: é gente muito bem empregada, muito bem colocada, muito bem sucedida nos negócios… E se o tal património que ele diz que a Madeira dispõe tiver de responder pela dívida, não será com certeza o desta gente, que sempre soube se acautelar muito bem e que se muda para o Brasil com mesma rapidez com que uma ratazana foge da vassourada. Será, sim, sobre o povo que recairá o pesado fardo de responder pela dívida desta matilha. Um fardo que o UI quer esconder até às eleições e que não hesita mesmo disfarçar com alegre e bem simulado sorriso no telejornal da RTP-Madeira, também conhecido pelo Telejardim… É preciso votar contra este homem e seu partido que ao longo de mais de trinta anos nos tirou a dignidade, corromperam o mais que puderam e desonraram-nos perante o reste do país. Aniquilaram toda esperança que um cidadão pode ter sobre a sua terra. Mas com o voto, e apenas isso, é possível combater este homem e o seu partido. A 9 de Outubro vamos todos votar para por este homem na rua. Já!