Hoje vou começar pelo Sporting. Nos últimos jogos, Domingos, quando já sentia a cabeça a prémio, fez uma revolução e passou a jogar, de início, com nove dos dezasseis reforços. A equipa melhorou e passou a ganhar. Em Paços de Ferreira, a perder por dois a zero, faz três golos em oito minutos. Em Zurique, a ganhar por dois a zero, leva três bolas nos postes. Em Vila do Conde, dois a zero aos três minutos de jogo e vê-se aflito para ganhar. Apesar das vitórias os leões precisam jogar mais para convencer até o mais fanático dos seus adeptos. Curiosamente, nestes três jogos o incontestável - para os seus adeptos - Rui Patrício, mete água por todos os lados. O Benfica depois da falsa partida em Barcelos, parece mais consistente, com mais e melhores soluções e com um futebol já de algum nível. Basta recordar os difíceis jogos com Trabzonspor - ganhou na semana passada ao Inter de Milão - com o Twente - tão só líder do campeonato Holandês - e com o Manchester, que dispensa apresentações. Artur, o guarda-redes dos encarnados, autor de grandes exibições, também meteu água - apenas aguaceiros - nos golos do Guimarães e da Académica na Luz. O Porto continua forte como já é hábito, tendo apenas substituído o treinador, quando Villas Boas lhe bateu com a porta. Incompreensivelmente, não substituiu Falcão, o que só deverá acontecer em Janeiro. Veremos com que danos. Helton, o seu guarda-redes, também resolveu abrir a capoeira no jogo com o Shaktar, donde saíu, não um frango, mas um momental perú. O Marítimo tem um início de campeonato de se lhe tirar o chapéu. Veremos se para continuar. A equipa está arrumada e Babá desatou a marcar golos como nunca, não parecendo ansioso com a falhada transferência para a Escócia. Por este andar, em Janeiro, diz adeus a Madeira. O Nacional é a desilusão. Mesmo a primeira vitória na Liga não convenceu. Será que Manuel Machado - despedido de Guimarães - estará, em breve, de regresso à Madeira? Hoje há clássico Porto-Benfica. Nada decide mas é importantíssimo nos seus efeitos anímicos para o futuro. Para as duas equipas, penso, será mais importante não perder do que ganhar.
Rui Abreu, Chefe de Gabinete da CMF