Lembram-se a frase "confusão de narizes"? Dois órgãos olfactivos de pessoas diferentes, em movimento pendular ou circular, presos por lábios opostos em forma de lapa ou ventosa que indiciam comportamento amistoso. Como o Ministro das Finanças, esta interpretação é da minha inteira responsabilidade, não tendo qualquer informação autêntica baseada em investigação científica, mas esta versão agrada-me particularmente. A semana passada na TV comentou-se a inevitável crise e uma qualquer "confusão de mãos" ocorrida num jogo de futebol. Parte do corpo que á semelhança do nariz inspira erotismo. Não vou opinar sobre os factos, mas é meu dever corrigir, um "desvio colossal" da lei pronunciado repetidas vezes, terá induzido em erro o desprevenido espectador: - "Há infracção quando um jogador tenta jogar a bola com a mão, mesmo não a tocando". Não é correcto. Na lei 12 (livro das leis do jogo) - Faltas e incorrecções, são elencadas 10 faltas para pontapé livre directo. A 10ª falta " Tocar deliberadamente a bola com as mãos (excepto o guarda-redes dentro da sua área de grande penalidade) ". Na 1ª,2ª e 5ª faltas, a palavra tentar faz lei, "dar ou tentar dar um pontapé", "passar ou tentar passar uma rasteira" e "agredir ou tentar agredir" um adversário. Relativamente ao jogar com a mão, como constatam, não existe a palavra tentar. Coisas simples, leis que compreensivelmente estou identificado, dadas as constantes formações/reciclagens que, por obrigação e dever, frequento, suporte académico exigido às funções que desempenho no futebol. Julgo não serem necessários pareceres de "Triláteros" ou lá o que é, para coisas assim, simples e transparentes. Eventualmente serão úteis em situações, tais como cavalheiros que desempenham funções para as quais não possuem habilitações académicas ou possuidores de qualquer "canudo" obtido por processos nebulosos em qualquer "Universidade" que abriu em dia feriado. Vivemos em cidadania, democracia, e abomino o delito de opinião. Orgulho-me de viver num país tolerante que respeita orientações políticas, religiosas, raças e até sexuais. Considero-me ligeiramente conservador nestas vertentes mas respeito a diferença. Compreendo e perdoo frustrações, recalcamentos e aversão á vida, nem que seja por caridade cristã. Cristiano Ronaldo considera que o facto de ser rico, craque de futebol e bonito é o motivo de tanta inveja. Rico e craque não sou, e por tal não sou invejado. Já bonito, tem calma Cristiano, eu não sou de deitar fora e poderei ser alvo de "um camadão de olhado". E não resisto citar o nosso Fernando Pessoa: - Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, Mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo… e que posso evitar que ela vá á falência… Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo…
Francisco Costa, Técnico de arbitragem