Para uma região pequena e ultraperiférica como a nossa ser competitivo num mundo globalizado e concorrencial exige uma constante capacidade de se ultrapassar na ambição e na acção. Há que pontuar nos mercados internacionais pela diferença, pela inovação e pela resposta eficaz às demandas externas. Por isso, defendo que a Madeira tem tudo a ganhar com uma promoção integrada das suas mais valias. Paradigma desta solução foi o envolvimento de um conjunto de parceiros regionais à passagem da regata Clipper Round the World pela Madeira e a forma como valorizaram a promoção de diferentes áreas de actividade. A visão da Associação de Vela da Madeira e da a Marina da Quinta do Lorde contagiou os restantes parceiros que vieram a dar corpo ao eixo turismo-ambiente-negócios, assegurando uma promoção ampla da Região. A este juntou-se ainda a cultura, o objectivo formação e o contributo institucional da Marinha Portuguesa e do Governo Regional. O empenho da Madeira nesta recepção marcou sobremaneira os tripulantes que por cá passaram e a Organização da regata. O que poderia ter sido um mero evento desportivo tornou-se numa oportunidade de comunicação a toda a largura da realidade regional. Há retornos imediatos, outros de médio e longo prazo. Mas, a principal ilação a retirar é que a Madeira pode fazer mais pela sua presença nos mercados internacionais e apresentar-se, como testemunhei nos muitos comentários dos que nos visitaram, "como uma ilha surpreendente". A divulgação internacional da prova nos media, no site oficial e outros, nas redes sociais, vai ainda potenciar mais comunicação positiva para a Região. O facto da imprensa nacional ter ignorado a passagem pela Madeira da mais longa regata do mundo, por contraste com a imprensa local, é a única nota negativa a registar.
Marco Paulo Freitas, Consultor de Comunicação