Francisco Leite Monteiro Em 14 e mais explicitamente em 26 de Agosto, quando soaram os primeiros sinais de se estar perante uma situação extremamente grave, face às anormalidades nas contas públicas da Região da Madeira que, desde então, quase hora a hora se foi tornando tenebrosa e insustentável, em notas pubicadas no Diário, considerei inconveniente a realização das eleições nomais, marcadas para daqui a menos de um mês. Como alvitrei, perante o que já era do conhecimento público, face às dúvidas que entretanto se tornaram em realidade insofismável, era o adiamento das eleições, por um ou dois meses, naturalmente dependente de consensos partidários e bem mais importante, dependente de uma decisão a nível do Presidente da República e talvez do Tribunal Constitucional, a solução natural que é agora a inevitabilidade que está bem à vista de todos. Não há mais tempo para perder, a decisão urge e nessa sequência a responsabilidade é de todos. Haverá que reiniciar o processo, reformular programas, promover a renovação das listas eleitorais, até lá mantendo-se o actual governo apenas para a gestão corrente. Uma vez mais, repetindo-me, o que está em jogo, é a defesa e o interesse da Madeira e de todos os Madeirenses e não só o de alguns sem as tais tricas estéreis à volta da 'Madeira Velha' de ontem ou da 'Madeira Nova' de hoje, como tantas vezes já aqui escrevi, PELA MADEIRA, SEMPRE