Se por aqui, os actuais cabeças de lista do CDS/PP e do PS se anunciam, com artes de marketing, como arautos defesa dos interesses da Madeira e apresentam paródias de solução para a grave situação a que trinta anos de negligência e abuso de poder arrastaram a Região, no continente aprovaram e aprovam medidas que criam como única realidade para os madeirenses, o agravamento do custo de vida, a precariedade laboral, os baixos salários e desemprego, maiores dificuldades no acesso à saúde e à educação e sacrifícios sobre sacrifícios que apenas garantirão mais pobreza e injustiças. Nem o PS, nem o CDS têm alternativas à governação jardinista, tudo o que propõem é exactamente mais do mesmo porque são partidos responsáveis por governos nacionais que conduziram à desastrosa situação do País. Se nesta campanha se fazem passar por inocentes é porque cavalgam a onda da catástrofe jardinista (de que foram cúmplices em acordos e silêncios nacionais) e perante a confusão e o desespero do cidadão comum tentam erguer-se, demagogicamente, como os salvadores do povo. Não há um CDS ou um PS da Madeira diferentes dos do continente. Há dois partidos, o CDS e o PS, ambos com responsabilidades muito grandes na actual situação do País e da Região e com iguais responsabilidades no conjunto de medidas que nos estão a deixar cada vez mais longe de uma resposta à crise que tenha como prioridade a criação de emprego e a melhoria das condições de vida dos cidadãos. Os "D. Sebastiões" sempre foram fraudes e provocaram desgraça, por isso, só resta aos madeirenses decidir sobre o que querem para si próprios e para a Madeira, se continuar a ser peões neste jogo ou se querem, finalmente, por a Democracia a funcionar tornando-se actores principais do futuro.

Isabel Cardoso, Professora