Rui Almeida (PAN), Helder Spínola (PND), Roberto Almada (BE) e José Manuel Rodrigues (CDS) são unânimes ao reconhecer que, face à dívida colossal da Região, o próximo mandato, independentemente do vencedor das eleições, será para pagar 'calotes'. A margem para investimentos é muito reduzida, embora os partidos que participaram neste quarto debate, promovido pelo DIÁRIO e pela TSF/Madeira, tenham destacado algumas obras sociais prioritárias.
Hélder Spínola duvida que sejam necessários "só quatro anos para pagar as contas" e Rui Almeida destaca a "má gestão" que levou ao estado actual das finanças públicas madeirenses. O candidato do PAN, no entanto, recorda que tudo foi feito, os bons e maus investimentos, "porque os eleitores colocaram estas pessoas no poder". Roberto Almada considera importante pagar a "dívida social" e cortar nas "gorduras", como as sociedades de desenvolvimento e os apoios ao desporto profissional.
O líder do CDS-PP/Madeira, José Manuel Rodrigues, acredita que a dívida da Região será superior aos cinco mil milhões de euros que já foram detectados, uma vez que ainda será necessário somar a dívida aos fornecedores do Governo, as dívidas das câmaras e as das empresas municipais.
Mesmo com pouco dinheiro disponível, os partidos consideram prioritário, entre outras propostas, manter e promover investimentos que permitam valorizar a produção regional (CDS), como é disso exemplo o porto de pesca de Câmara de Lobos, avançar para a criação de uma comunidade terapêutica para toxicodependentes (BE), infra-estruturas de apoio às associações que trabalham com animais (PAN) e a requalificação da paisagem da Região (PND).
Os vários partidos também comentaram a possibilidade de construção do novo hospital. Apenas o PAN tem dúvidas sobre a prioridade de uma nova unidade, aguardando por estudos. Todos os outros partidos acreditam ser urgente avançar com o projecto.

