Rui Camacho A direcção desta Associação vem esclarecer e repor a verdade em relação ao artigo de opinião do Sr. Eurico Martins, publicado neste Diário a 1 de Setembro de 2011. Vivemos numa sociedade livre e, portanto, o senhor Eurico Martins tem todo o direito de opinar sobre tudo e todos sempre que disso sentir necessidade. Consideramos, no entanto, que esse mesmo direito não lhe permite tecer considerações sobre entidades que não o mandataram para tal. Relativamente ao Xarabanda e à questão que nos diz respeito, esclarecemos que esta associação possui uma série de edições que são exclusivamente da sua responsabilidade sem qualquer interferência do GCEA, as quais passo citar: 4 discos editados pelo grupo Xarabanda, e respectivas reedições; dezoito números da Xarabanda Revista; os livros "Noites da Madeira" e "Rostos e Traços das Bandas Filarmónicas Madeirenses"; duas colecções de postais: "Instrumentos Musicais Populares da Madeira" e "Barcos de Pesca da Madeira"; o poster sobre "Instrumentos Musicais Populares da Madeira" etc. Quando no seu artigo, refere que "O Xarabanda já se vê grego para justificar o facto de as suas edições virem com o selo do Gabinete", fá-lo no plural e consequentemente está a generalizar o que muito nos desagrada. A Associação Xarabanda sempre celebrou parcerias com diversas entidades públicas e privadas, por entendermos que são importantes e úteis para a concretização de projectos de interesse cultural para a Região. É o caso do GCEA que dura há 30 anos. Sempre mantivemos relações de cordialidade e continuaremos a trabalhar juntos sempre que as diferentes circunstâncias o proporcionarem. É importante referir que o GCEA faz o seu trabalho com brio e profissionalismo assim como nós fazemos o nosso, de acordo com os meios que dispomos. Enumeramos alguns exemplos concretos resultantes das parcerias entre o Xarabanda e outras instituições: a exposição "5 Olhares sobre o Património Musical Madeirense" realizada no âmbito das comemorações Xarabanda 30 anos, só possível com a colaboração imprescindível do GCEA, do Museu da Electricidade, Museu da Música de Lisboa, DRAC e CMF; o contrato programa com a DRAC assim como diversas colaborações com esta Instituição oficial; com a Secretaria Regional de Educação, no destacamento do professor de Educação Musical como o objectivo de desenvolver o projecto de transcrição musical das recolhas da tradição popular madeirense; protocolo com a Câmara Municipal do Funchal 2011; com diversas escolas da RAM; com Universidade Nova de Lisboa através do INET, 1996/97 e 2010; com a Universidade de Aveiro, a Universidade do Mediterrâneo - UNIMAD; INATEL; grupos de Folclore; recentemente com Associação " Aura", colaborações com os Museus - Quinta das Cruzes e Etnográfico da Madeira; com o Coro do Porto Moniz e de Coro de Câmara da Madeira; Bandas Filarmónicas de Machico, Municipal do Funchal e Banda Militar da Madeira.Celebramos ainda uma parceria com a Agência TUI, integrado no programa Turismo Cultural que traz grupos de turistas alemães à nossa sede para verem e ouvirem música tradicional madeirense etc. Somos uma Associação aberta a propostas e parecias que dignifiquem e promovam a cultura com dignidade, seriedade e qualidade. Continuamos a seguir a linha de pensamento que traçamos há 30 anos na defesa dos valores da cultura tradicional em especial o nosso património musical. Aprendemos com o tempo que, para além das competências e meios técnicos, o que está na base de uma parceria saudável e douradura é uma boa relação humana, e Institucional. Construir em parceria sim, destruir não.