Duarte Melim Os pneus são uma coisa que geralmente muitas pessoas não mexem ou mexem demais. Aqui ficam algumas dicas em nome da segurança e da poupança. Temos os valores de pressão a utilizar, no lado de dentro da porta do condutor, na tampa do combustível, no manual do veículo… Quando se abastece, não custa nada confirmar a pressão. Em caso de mudança de tempo, principalmente nas primeiras chuvas, é de ajustar a pressão. Um pneu muito cheio tem tendência a escorregar. As estradas secas com acumulação de óleos e poeiras, quando molhadas, são perigosas. Não passa pela cabeça de ninguém ir encher os pneus quando vai chover, mas involuntariamente faz-se isso… Quando vai chover, a pressão atmosférica desce e o pneu "incha"… Neste caso é de rever a pressão para a normal, e até tirar 0,2 bar para aumentar o atrito. Os acidentes aumentam quando chove… O meu automóvel/mota leva 2,2 "bar" à frente, o que corresponde a cerca de 32 "psi". Atrás leva mais um pouco, e se estiver com o carro carregado ainda mais, sempre pelas medidas sugeridas pela marca. Não esquecer o pneu suplente. Há pneus de vários tipos: alcatrão, terra, neve… não utilizar os pneus certos provocará ruídos, falta de atrito, desgaste… Se por acaso o pneu, tem desgaste no lado interior e exterior, quer dizer que está a circular com pouca pressão. Se tem desgaste ao centro, muita pressão. Se tem desgaste só na parte de fora, trata-se de um problema de alinhamento de direcção. Alguns condutores gostam de alterar a largura dos pneus, alegando mais segurança. Por vezes é mais por uma questão estética e gosto pessoal. Realmente aumenta o atrito, mas prejudicará noutro tipo de coisas: direcção mais pesada, mais desgaste de pneus e perigo de acidente quando circulando em estradas muito molhadas, podendo dar-se o fenómeno de "aquaplanning", planar sobre a água. Pneus mais largos correm mais este risco, do que pneus mais estreitos. Se o livrete do veículo indica duas medidas, aí podemos escolher.