No início deste ano foi publicado pela revista Forbes o ranking de países mais felizes do mundo. Neste ranking, em que Portugal ocupou a 26ª posição, foram avaliadas variáveis relacionadas com a economia, espírito empreendedor, governo, educação, saúde, liberdade pessoal, segurança e o capital social. Desde o início do ano até à presente data sabemos que existiram uma série de factores que levariam a que, se o ranking fosse publicado hoje, a classificação seria certamente mais baixa. No entanto, e adaptando o conceito de felicidade à realidade do verão madeirense, podemos constatar alguns factos curiosos. Com efeito, o verão madeirense caracteriza-se por ser abundante em termos de eventos. Entre espectáculos musicais, pirotécnicos, eventos desportivos e os característicos arraias da época, o difícil é mesmo escolher. Este variado leque de ofertas de divertimento e lazer estimula o comércio local dos sítios onde se realizam e, em alguns casos, funciona como atractivo turístico para a região como um todo. Não existem dados conhecidos relativos ao impacto económico destes eventos. No entanto, tendo em consideração a elevada afluência da população à grande maioria dos mesmos, o impacto só pode ser considerável. Em tempos conturbados, como os que correm, não deixa de ser relevante que as pessoas, apesar dos sucessivos cortes no orçamento familiar, continuam a participar neste tipo de inciativas. Considerando que, por um lado o esforço financeiro é cada vez maior, e por outro a população continua a mobilizar-se, podemos deduzir que o esforço é compensado em termos de felicidade e bem-estar? Estaremos em plena estação da felicidade?
Pedro Nunes - Economista