Lisete Rodrigues Foi afirmado no Diário de Notícias de 4 de Agosto de 2011, pelo presidente da direcção da Associação Recreio Musical União da Mocidade que o Gabinete Coordenador de Educação Artística tem como objectivo o [sic] «aniquilamento obsessivo das associações culturais que ainda restam no Funchal». Esta opinião é injusta e difamatória do bom-nome alcançado por esta instituição ao longo de mais de 30 anos de trabalho árduo, sendo chocante o modo superficial com que tais afirmações gratuitas são feitas. A análise da situação cultural do Funchal, por parte de pessoa que proferiu este comentário, revela uma notória dificuldade em ver para além dos interesses particulares da instituição que dirige, o que terá, porventura, conduzido a uma conclusão distorcida e mal intencionada. Numa análise fria e objectiva, fundamentada no interesse colectivo dos madeirenses e não em interesses particulares, é evidente que o Gabinete Coordenador de Educação Artística (GCEA), da Secretaria Regional de Educação, tem contribuído para que se mantenham vivas muitas das associações culturais existentes no Funchal, através da formação que dá aos jovens e aos professores, e nunca o contrário, como foi afirmado. Basta enunciar os casos de associações de música tradicional, coros, bandas filarmónicas, tunas académicas, grupos de folclore, de teatro e de dança, entre muitos outros que, hoje em dia, têm no seu seio muitos alunos e professores formados no GCEA, ou que passaram por aquela instituição e ali adquiriram métodos de trabalho artístico em grupo, que são muito próprios deste organismo. Afirmar que o GCEA pretende aniquilar de forma obsessiva as associações culturais é de tal modo absurdo e difamatório que terá de ser provado por quem o profere, sob pena de se concluir tratar-se de um afirmação infundada com fins difamatórios, merecedora de uma reacção nos termos que a lei faculta.