Durante muito tempo, talvez por deficiente comunicação, sentíamos que muitos contribuintes madeirenses reduziam a uma simples "trica entre jornais concorrentes" o financiamento ilegal e escandaloso do Jornal da Madeira. E vistas as coisas dessa perspectiva, fazia algum sentido que as pessoas não se empertigassem com a situação. Hoje o cenário é bem diferente. As pessoas já sabem que estão a ser enganadas, que há uma utilização fraudulenta de recursos públicos para a propaganda do 'senhor do regime'. Que essas verbas públicas poderiam, e deveriam, ser canalizadas para outros fins. Como, por exemplo, pagar a totalidade das refeições das nossas crianças nas escolas; ou compensar os idosos que têm pensões de miséria; ou reforçar a promoção do turismo madeirense; entre tantas outras alternativas que privilegiassem o interesse comum, sobretudo agora que a 'troika' se prepara para nos levar 'couro e cabelo' pela disciplina financeira que nos vieram impor. Não se pode esconder que também há, nesta questão, a vertente da concorrência entre dois jornais. Algo que, de facto, não deve fazer parte das preocupações do cidadão comum. Mas quem quiser conceder alguns segundos a partilhar das nossas preocupações, facilmente entenderá que aquilo que o presidente do Governo Regional está a fazer - porque mais nenhum governante, daqui ou de outro lado, defende semelhante aberração - é comparável a este hipotético cenário, que se repete por ser o exemplo perfeito: na mesma rua existem duas padarias e estranhamente o governo decide pagar a apenas uma delas, a farinha, os equipamentos, a mão de obra, a água e a luz. Mais: até impõe que não precisam vender o pão produzido, porque é tudo de borla, o serviço e até a distribuição na aldeia. O que acontecerá à outra padaria, que até tem os melhores padeiros e faz um pão de muito melhor qualidade? Sim, é óbvio que poucos se importarão com a qualidade do seu pão, tendo ali ao lado uns paposecos de borla... O exemplo é demasiado simples e surrealista, mas aplica-se na plenitude à discriminação feita pelo presidente Jardim entre o Jornal da Madeira e o DIÁRIO de Notícias. Porque ganha todas as eleições por cá, o presidente Jardim acha-se legitimado para esbanjar recursos que fazem falta nas escolas e nos lares dos contribuintes, pagando a escandalosa verba de 11 mil euros por dia - quantas empresas não desdenhariam ter esse subsídio a fundo perdido! - apenas para ter um jornal onde passar a mensagem que lhe interessa, mesmo que isso signifique o estrangulamento financeiro de uma outra empresa. E essa outra empresa, a nossa, também tem gente dentro. Vem isto a propósito do rebuscado argumento que deveríamos 'fechar os olhos' e ter "mais respeito pelos trabalhadores" do Jornal da Madeira. Ou seja, não há preocupação com as 3 dezenas de famílias já prejudicadas pelas dispensas a que a EDN já teve de recorrer; mas exige-se cuidado com os trabalhadores da outra empresa causadora dos desequilíbrios. E como se não fosse tudo já demasiado grave, em tempos de "derrapagens" e falta de pagamento a fornecedores, vem o presidente Jardim ordenar o aumento da tiragem do JM para brincar à campanha eleitoral com os nossos impostos, conforme denunciaram oportunamente o PS e CDS-PP. Na resposta a mais este escândalo, o presidente ordenou que se respingasse com mais "batota informativa", porque "uma mão lava a outra"... Vítor Sá, Campeão regional de ralis Somou o 11.º título regional com uma participação notável no Rali Vinho Madeira. Recuperou a hegemonia no automobilismo madeirense de forma categórica, garantindo o título regional com assinalável antecedência. Jorge Romeira, Presidente da C. M. São Vicente Está a dar nas vistas pelas piores razões. A sua tentativa de interferir no lançamento de um livro é algo de anedótico. Depois, em tempo de crise, propõe-se esbanjar verbas numa festa já consolidada e que dispensa arrogâncias financeiras. António Carrilho, Bispo da Diocese Assiste impávido às interferências e à instrumentalização política de um órgão de que a Diocese ainda é dona. Bispo e Direcção permitem a gestão externa sem esboçar uma única crítica, como se a Igreja não tivesse outros valores a defender. Miguel de Sousa, Deputado do PSD Não é prestigiante ser o deputado que mais 'baldas' dá numa função nobre, como deveria ser a de deputado. Muito pior ainda quando é reincidente, parecendo orgulhar-se de ser o deputado mais faltoso. Se houvesse rigor... António Carlos Paulo, Administração da A.L.M. O secretário-geral do Parlamento implementou uma série de medidas que, para além de representarem contenção efectiva de despesas, dão um importante sinal que ninguém está dispensado de contribuir para esse objectivo.