Duarte Sousa Melim Mais uma vez as bermas metálicas continuam a fazer vítimas graves, ou mortais lembrando um passado recente. Ainda esta semana um condutor ficou gravemente ferido devido a um choque contra estas autênticas lâminas imprudentemente colocadas. A irresponsabilidade das concessionárias das estradas, tem feito já muitas viúvas(os) e deixado muitos filhos órfãos, assim como as despesas que acarretam à saúde pública. Não é a primeira vez e certamente não será a última, pela cultura e irresponsabilidade que se têm notado por parte de quem constrói ou fiscaliza. Não há multas (DGV), não há pancadinhas nas costas a dizer: "ham vejam lá, já é o quinto ou sexto que mandam para o cemitério… e várias dezenas que mandam para o hospital, com fraturas expostas ou desmembrados… Vejam lá se protegem aquilo!" É de pasmar a cultura que se renova, em criar e manter este tipo de estruturas de metal ou pedra aguçadas, que podem ficar muito bonitas para turistas ver, mas que são de muito mau gosto a nível de proteção. Seja de carro, de mota ou a pé ninguém está livre e muitos têm sido os acidentes que têm feito vítimas mortais nos últimos anos. Já se justificava que se tivessem tomado algumas medidas mais eficazes. Quando não perdem a vida, os acidentados acabam por ficar mutilados, causando grandes problemas permanentes, físicos e psicológicos, traumas nos próprios e nos respectivos familiares e amigos, o que não traz grandes benefícios sociais ou monetários para o País. Ao abrigo da Lei Portuguesa 33/2004, desde 31 de Julho de 2007, que todos os "pontos negros" e não só, deveriam estar protegidos, assim como todos os rails novos colocados a partir dessa data. Nem protegeram-se os anteriores, mas até se criaram outras armadilhas novas. Resta dizer que as concessionárias, sejam elas Estradas de Portugal, Estradas da Madeira ou Açores, Via Litoral, Via Expresso, ou outras (em último caso o Estado) são SEMPRE RESPONSÁVEIS pelo agravamento destes acidentes.