Fátima Nascimento "Nem o invejoso medrou nem quem ao pé dele morou." - diz o nosso povo. E tem toda a razão. Há muitas pessoas invejosas. O pior é que não se ficam só por aí. O problema é que sentem necessidade de prejudicar o alvo da inveja. E os fins justificam os meios! Tudo serve de arma de arremesso! Já aconteceu comigo e cada vez mais está a acontecer com outras pessoas. Aconteceu recentemente com uma amiga minha. Trabalhava numa empresa onde estava a executar um formidável trabalho, reconhecido por todos: clientes e colegas. Mas, passado pouco tempo, ela começou a sentir desenhar-se à sua volta uma teia de intrigas que parecia não acabar. E não havia só uma pessoa envolvida. Porque os invejosos têm medo mas não têm vergonha. Quando atacam é em grupo ou à traição. Mas como ninguém pode ser bom seja em que ramo for, a teia adensou-se e acabou por apertar-se à sua volta. Muito inteligente, ela apercebia-se de situações que, aos outros, poderiam passar despercebidos. Logo era o tipo de pessoa que se tornaria o alvo preferido a abater pelo grupo ligado aos patrões. E, infelizmente para a empresa, perdeu uma pessoa a todos os níveis competente e que deixou e alargou a imagem da companhia no mercado. O que mais me chocou nesta história toda, foi a inesperada e injustificável violência com que a vítima foi arrancada da casa que conhecia como sua acabando por ser despedida e tratada como uma criminosa. Não lhe foi dada qualquer explicação, quanto ao motivo de tanta raiva. Nem a amizade que parecia haver, os fez reagir de forma correcta. Não se sentaram e não lhe explicaram nada. Em menos de nada, a rapariga viu-se metida no comboio com os poucos pertences que conseguiu juntar acelerada e instigada pela voz dos patrões. Qual a razão de tal fúria contra uma pessoa que só fez bem a uma companhia? A única pista que lhe foi lançada é que teria sido uma pessoa muito chegada a ela que teria desencadeado toda aquela situação. Mas as coisas parecem vir de mais longe. O que quer que tivesse acontecido, não foi da parte dela de certeza, mas de alguém de má vontade que não gostava provavelmente dela pelos motivos mais mesquinhos que só certas pessoas conseguem dar-se ao luxo de ter. Enquanto houver pessoas assim, este país não valerá mais do que vale actualmente. Também um conselho às outras pessoas, às que "emprenham pelos ouvidos" - mais cautela nestas situações. Não há nada melhor do que descobrir a verdade. E antes de se dispararem os tiros convém fazer-se primeiro as perguntas. Melhor, é preciso analisar as situações antes de se culpar e condenar alguém. É uma pena para a companhia e para a vítima que faziam uma equipa formidável. Espero que a empresa não venha a ressentir-se com a sua saída. (Não quero mal a ninguém). Mas acho que vai… de uma forma ou de outra!