José Alberto Freitas Gonçalves Quem passou toda a sessão comemorativa do "Dia do Município" na galhofa, em atitude publicamente criticada por muitos, não poderia ouvir falar de gestão adequada ao momento, que o Presidente e Vereadores Permanentes estão a ter em Santa Cruz e das obras e investimentos realizados, em curso ou em lançamento. Não ouviu falar dos caminhos agrícolas em recuperação (800 mil euros)? Do armazém Municipal já operacional? Dos milhares de processos e requerimentos despachados no Urbanismo, em contínua linha crescente de eficácia e brevidade? Da excelência de acção dos diversos departamentos camarários? Do apoio Social a famílias em dificuldades, do grupo de voluntários envolvidos com a comunidade? Não esteve atento para ouvir falar do entrosamento com as escolas e dos protocolos com as instituições desportivas e culturais? Estava, certamente, mais preocupado em olhar para o relógio e em comentar e gracejar para o lado, o que a nível de comportamento educado, estamos conversados. Preferiu elencar algumas obras, ainda não concretizadas pelas dificuldades do momento, situação clara e realisticamente descrita no discurso, algo apenas ao alcance de quem realmente conhece, pessoalmente, a realidade do Concelho. Mas nem conhece a realidade do Concelho, nem quer ouvir quem a conhece. Onde se meteu, durante o elevado momento cultural que se seguiu, com a Orquestra Clássica, que inclusive tocou com o jovem artista, Munícipe de Santa Cruz, Kiko Teixeira? Fez bem, aí já não havia lugar para a galhofa!