Nem um para amostra. Pelo menos até à hora em que escrevo (tarde de segunda-feira) não era conhecido um único secretário de Estado madeirense ou, pelo menos, com 'a Madeira no coração'.

O PSD ganhou as eleições, teve, como sempre, um dos seus melhores resultados na Região, mas isso de pouco terá valido aos social-democratas madeirenses. Passos Coelho não esquece as afrontas, antigas e recentes, muito menos o seu 'staff' que deve fazer questão de lembrar os episódios mais tristes. Resultado: nada para o PSD-Madeira.

Na lista de ministros admite-se a ausência, sobretudo porque era necessário dividir lugares com o CDS e cumprir a promessa de reduzir pastas - não confundir com máquinas ministeriais que essas são as mesmas do Governo anterior -, o que deixava muito pouco para oferecer. Mas nem um secretário de Estado, já dá que pensar.

Se não bastasse a ausência do Governo, depois da rábula ridícula da não eleição de Fernando Nobre, Guilherme Silva não foi chamado do 'banco' para assumir a presidência da Assembleia. Passos Coelho preferiu Assunção Esteves - uma excelente escolha que só peca (mesmo muito) por não ter sido a primeira opção - e deu nova 'nega' ao PSD-M.

Com pouco tempo de Governo, temos de reconhecer que já bateu muito nos social-democratas madeirenses. E nem vem à Festa do Chão da Lagoa, o que faz prever mais dores de cabeça para quem ainda acredita que a arrogância e bravatas com bolor de mais de trinta anos produzem algum resultados. Uma receita que não deve intimidar com quem, ainda rapazinho, bateu o pé a Cavaco Silva.