Há um novo ciclo em Portugal. Com consequências directas na Madeira, como se verá. O País tem um novo governo e uma nova maioria parlamentar, constituídos com a descrição e a eficiência adequadas à conjuntura. Resta aguardar pela nova governação e desejar sorte a governantes e a governados. Por cá, a proximidade de eleições regionais vai obrigar-nos a viver mais uns meses no 'faz-de-conta' que não há crise. A irresponsabilidade e o egocentrismo encarregar-se-ão de prometer-nos o céu na terra, mesmo com o chão a fugir-nos. E a verdade é que uma maioria - pelo menos aquela que vota - acredita nisso. Se a maioria instalada no poder continua a achar que não tem motivos profundos para alterar a estratégia de sempre - 'bola para a frente' e fé no seu deus omnipresente - o mesmo já não se poderá dizer do (ainda) principal partido da oposição. Tal como o DIÁRIO dá conta nesta edição, foi finalmente dado um sinal que permitirá acreditar que a postura diferente que a situação exigia, poderá estar eventualmente a caminho. Começava a ser demasiado grave que o líder não hesitasse apenas durante uma hora ou uma noite mal dormida - como é humano acontecer - mas hesitasse e deambulasse durante semanas ininterruptas. É certo que ao seu lado só estavam, até ontem, duas ou três figuras de quem não se conhece qualquer mérito em prol da sociedade, mas que mesmo assim não deixavam o líder desviar-se daquilo que os move: o 'tachinho' no partido com vista para o parlamento. Com uma previsível derrocada em Outubro, mais uma, o líder e aqueles tristes figurantes não ficariam minimamente incomodados, porque o desaire eleitoral - mais um - não iria impedi-los de se sentarem no parlamento. Respirariam de alívio porque o único objectivo que tinham era tão mísero que nem um desaire eleitoral o impediria de concretizar-se. Ao fim de duas semanas há, finalmente, uma ténue luz ao fundo do túnel. Espera-se que haja responsabilidade e predisposição para servir causas públicas, que as figurinhas consigam discernir qual o seu lugar e o seu papel. Interessa saber se há capacidade, ou perfil, para desempenhar determinadas missões. O PS-Madeira enferma de todos os vícios inevitáveis nos partidos políticos, a que acresce a cíclica 'tomada do poder' por um clã qualquer, que se dá por satisfeito com a eleição do 'grupinho' e pouco mais. É verdade que, por via desses 'grupinhos', sempre se deu 'boleia' ou um 'prémio' a um ou dois esforçados incompetentes. Mas não é normal que essa lógica se estenda ao grupo todo. Nem que os socialistas aceitem viver toda uma vida nisso. Michael Blandy, Presidente do Grupo Blandy Fiel à responsabilidade da família que aqui se fixou há 200 anos, continua a apostar na Região que lhe reconhece um contributo inegável Nuno Teixeira, Eurodeputado do PSD-Madeira Acaba de alertar a Comissão Europeia para a incoerência dos benefícios do POSEIMA estarem a ser 'desviados' pela tributação de IVA João Henrique Silva, Director dos Assuntos Culturais Importunou-se, e bem, com a sobreposição de um evento privado. Esperamos a mesma coerência, quando forem iniciativas públicas... Catanho José, Presidente do IDRAM Temos um instituto que emprega tanta gente qualificada à sombra do Desporto. Mas para avaliar SAD's, temos de contratar esse serviço... Alberto João Jardim, Presidente do PSD-Madeira Não quer os correligionários a escreverem no DIÁRIO. Faz chantagem com lugares que tem para por e tirar nos próximos meses. Corajoso!

Agostinho Silva, Subdirector