Em jogo jogado, o futebol está no defeso. Ainda assim, continuamos a assistir a muitos jogos de bastidor: despedimentos e contratações de jogadores; redefinição das equipas para a nova época desportiva; exportação e importação de jogadores e treinadores, preterindo os atores autóctones; mudança de patrocinadores, salvando as finanças do clube; adaptação e melhoria dos recintos de jogo; busca de campos, outros, por alguns não possuírem as medidas oficiais, de acordo com os respetivos regulamentos da FPF e da FIFA; desconhecimento, por alguns clubes, em que divisão vão competir; indefinição dos valores que os clubes e as associações vão receber do IDRAM; desconhecimento da verba que o Governo Regional irá receber do Governo de Portugal, equitativamente para a Região Autónoma, através do empréstimo somítico da troica estrangeira; desvinculação atrasada das participações financeiras, pelo Governo Regional, nas sociedades anónimas desportivas, quando algumas estão em falência técnica. Enfim, com mais otimismo ou menos, tentámos mandar a bola à figura e, selecionados os parâmetros anteriores: aqueles-que-eu-sei-que-tu-sabes, este jogo de fora vive em contrarrelógio, deixa-nos mais eurocéticos, subtrai-nos o fraco otimismo e leva-nos a pensar que, como noutras áreas, caímos na alçada do neorrealismo desportivo, baixando o desporto à divisão de espúrio. Aconselhamos o dirigente desportivo probo a substituir a espoleta, porque a atual enferrujou. Durante o próximo semestre, se o leitor estiver de acordo, havemos de passar a usar a nova ortografia, adaptada ao último Acordo Ortográfico, tanto que a sua aplicação é obrigatória a partir de 1 de janeiro de 2012, de acordo com a Resolução do Conselho de Ministros n.º 8/2011, de 25 de janeiro. Faremos, assim, um ato didático, para com todos os leitores.

Urbelino Ferreira, Dirigente Desportivo