O esforço dos profissionais de turismo, a todos os níveis, parece chocar com as acções e omissões das autoridades, como se dizia há uns anos, "civis e eclesiásticas". Continua a prepotência do Governo Regional em fazer construir, contra tudo e contra todos, um cais junto à avenida do Mar, obsoleto à partida por demasiado pequeno para acolher muitos dos navios que nos demandam. Para além disso, perigoso porque não resolve os problemas de inundação da baixa do Funchal. E, ainda, para além disso, ilegítimo, porque vai contra o que pretende a Câmara do Funchal da sua frente de mar. Continua a prepotência. Celebra este ano o 500º aniversário da criação da diocese do Funchal em 1514 (?). O edifício da Sé é apontado, por vários guias e manuais, como um dos mais interessantes edifícios da cidade do Funchal, e um dos poucos casos de manuelino fora de Portugal continental. Este edifício, monumento nacional, está, numa cidade que não é propriamente rica em património construído, mais fechada que aberta. Entre missas, durante as quais as visitas não se realizam, e portas fechadas, a nossa Catedral permanece um alvo muito difícil de atingir para os que nos visitam. Pode ver-se, pasme-se, durante duas horas de manhã e uma e meia à tarde. E se se tiver a infelicidade de lá tentar entrar perto das horas de fecho, atenção: o "responsável" rapidamente fará sair o prevaricador, não hesitando - e já foram vários casos - em insultar o incauto infeliz. Numa terra que se orgulha do bom acolhimento que dá aos visitantes, são duas (entre várias) nódoas: uma que teima em continuar, outra que se prepara, independentemente da vontade e à revelia dos maiores interessados.
Roberto Loja