1 - Dificuldades financeiras atrapalham as contratações no Marítimo, Nacional, União, etc, etc, lê-se nos jornais. Pudera, as finanças da Madeira bateram no fundo. O tempo das vacas gordas já lá vai mas os clubes insistem no leite da vaca já completamente seca. Ainda não perceberam que os apoios deixaram de ser como os amendoins em que se metia a mão no saco e trazia-se de punhado. Todos reconhecem o problema, mas parece que ninguém quer assumir. É imperioso redefinir estratégias nos clubes e nas transferências financeiras para o desporto. O IDRAM necessita de uma reformulação e deixar a secretaria da educação. Deve passar a uma direcção de serviço no âmbito da secretaria das finanças, porque tem na sua essência apenas transferência de verbas, não organiza provas. Assim libertava a secretaria de educação de um enorme fardo e poderia ser parte da solução para que não sejam cortados o gás e o telefone nas escolas. Aliás, olhando o orçamento da secretaria da educação, este parece mais "um corpo gordo que não corre bem"! Cerca de 90% deste orçamento é para pagar pessoal, muito dele, mal distribuído. Já não faz sentido a Região ter dois educadores e uma assistente por sala, um professor para oito alunos e um total de sete mil professores, inclui educadores e outros pedagogos, sendo que cinquenta por cento são de fora da Madeira. Na maioria dos Países Europeus, a situação é inversa. Uma educadora e duas assistentes por sala, um professor para quinze alunos, no Continente é um professor para doze alunos. Os resultados estão à vista com um e outro modelo. Sou também de opinião que as creches deveriam estar no âmbito da segurança social. Atenção, não defendo o desemprego, mas é necessário encontrar soluções para cortar nas despesas supérfluas num sistema que já deu o que tinha a dar. Ganhava a educação, ganhava o desporto. 2 - A Associação de Futebol da Madeira e a Federação Portuguesa de Futebol, são uma espécie de dois em um. É trapalhada atrás de trapalhada. Confundem a Madeira com os Açores e regulamentam com se de uma Região apenas se tratasse, como é o caso das subidas e descidas na série Madeira. Ainda bem que o Santana estava atento e despoletou mais uma embrulhada para estes dois incompetentes organismos resolverem. Já adivinho a solução…alargamento! é sempre assim! Por cá, castigam um clube da I divisão, o São Vicente, a descer para a II divisão, mas como não existe este escalão, toca a suspender por um ano! Solução à FPF! E quando são pedidas explicações ao presidente da AFM, a resposta vem à laia de Madeirense… "não falo para o DIÁRIO"! Pois é, acostumam-se ao lugar e habituam-se às respostas do chefe!

Mário Gouveia, Jornalista