Nas eleições do passado dia 5, os madeirenses, como era previsível, optaram por colocar o seu voto nos partidos já representados na Assembleia da República, em detrimento dos partidos mais pequenos e com representação na Assembleia Regional. Estas eleições foram, ainda muito determinadas e influenciadas pelo mediatismo dos líderes nacionais desses partidos. O MPT não tendo figuras mediáticas de topo nacional e sem representação na Assembleia da República, limitou-se a uma campanha estritamente regional, com todas as consequências daí resultantes. O MPT-M optou por uma campanha séria, responsável, abordando temas importantes da vida da Região, das famílias, das pequenas e médias empresas e da vida social, matérias que dependem de legislação discutida e aprovada pela Assembleia da República. Ao MPT faltou também meios humanos, financeiros e logísticos para realizar uma campanha de proximidade aos eleitores. Refira-se a propósito que os partidos do arco do poder, PS, PSD e CDS, gastaram 5 milhões de euros e o MPT gastou 1.495€ O MPT foi ainda confrontado com a posição de muitos eleitores que disseram votar útil nestas eleições em partidos com maiores possibilidades de eleger deputados, mas que em Outubro votariam para a ALM, por considerarem que o MPT merece pelo trabalho que tem realizado na Região. Por isso e apesar de alguns constrangimentos, o MPT está unido e mobilizado para continuar o seu trabalho no parlamento regional, órgãos autárquicos, onde está representado e junto das populações, ajudando a resolver os seus problemas, mas também com o objectivo de eleger um grupo parlamentar em Outubro para a ALM. O aumento do número de deputados numa força política com o estilo do MPT, será muito importante para influenciar as decisões políticas a favor da qualidade de vida das famílias madeirenses e da pequena e média economia, geradora de muitos postos de trabalho. Outubro será, com certeza, um marco importante na consolidação e crescimento do Partido da Terra. Com a subida eleitoral do MPT ganham, em primeiro lugar, as populações.
João Isidoro, Presidente do MPT-M