Considerando os recursos naturais de modo a identificar as novas estratégias para o desenvolvimento de novos tipos de Turismo, nichos de mercado, segmentos, não iremos abordar o tema na sua complexidade teórica e académica, transformando num exercício intelectual especulativo, mas sim ir ao encontro das ofertas e procuras. Só assim podemos identificar os pontos fortes e fracos, oportunidades e ameaças da indústria turística, sendo esta criadora de postos de trabalho, fontes de receitas com profundo impacto na economia das empresas e da Região. Interessa-nos agora analisar o Turismo como negócio e Indústria. Nada de novo para quem tem a responsabilidade diária destas actividades económicas. O rápido crescimento do movimento dos povos e a consequente globalização, mostra-nos que esta indústria tomou grandes proporções e diversidades no Mar, na Terra e no Ar. O desenvolvimento/promoção do Turismo alternativo passa por considerar uma longa lista de conceitos (In Jafari) como: elitista, verde/ecológico, de género, apropriado ao objecto (congressos e incentivos), social, saúde, cultural e desportivo que na nossa Região está localmente integrado na pequena escala que nós somos. Os recursos do mar e da montanha nas duas ilhas são meios comuns que estão ao dispor do negócio turístico, apostando na sua maximização em prol do desenvolvimento socioeconómico. Defendemos que os benefícios dos impactos positivos hoje fazem parte da consciência cívica da generalidade dos habitantes destas ilhas, quer por razoes ancestrais de receptividade de outros povos, quer porque hoje há uma grande maioria envolvida nesta indústria. O fenómeno de cultura turística entre entidades, sejam elas governamentais, públicas e privadas (transportes, hotelaria, restauração, comércio, agencias de viagens e serviços até a mais pequena loja de artesanato, que tão bem entendem a ausência de fluxos turísticos A ligação do Turismo Sustentável à qualidade do Turismo e os benefícios para a economia local estão na relação qualidade/preço que protegem as fontes turísticas e as atracções ambientais, ou seja, o destino, neste caso Madeira. A avaliação da qualidade do turismo compete às necessidades e motivações do próprio turista/visitante. Toda a Região hoje pode oferecer turismo de qualidade aos visitantes, não necessariamente aos que estão alojados no hotel urbano de 5 estrelas, mas também numa quinta de turismo rural em qualquer parte da ilha. É urgente manter as antigas estradas regionais e usufruir do ar, do verde e silêncio da laurisilva, da música, azul e sabor do mar. São estes os factores que nos identificam como destino único. A política de informação dos destinos é institucional. Lamentavelmente o Posto de Turismo que estava no Forte São João Batista na baixa da cidade de Machico foi encerrado. As cinco freguesias do Concelho têm hotéis. E injustificável que na segunda cidade da Região tenha havido esta má opção. E preciso encontrar alternativas, nomeadamente a deslocação de um quiosque tradicional para uma praça no centro da cidade. Aqui as informações estavam concentradas num serviço de acolhimento e simpatia como é normal nos profissionais de Turismo. Para bem da economia local, Machico agradece a retoma do seu posto de informação de Turismo.
Zita Cardoso, Presidente da ACIM