Cinco mãos cheias de escritores aterraram, este fim-de-semana, na minha ilha. Uns já andavam por cá, outros atravessaram o mar em máquinas de encurtar distâncias e de derrubar ultraperiferias para falar de escritores malditos, de escritores que fogem, de escritores que se esquecem e dos outros que se dizem inconstantes.

Como me perco nos mapas e na geografia, não sei se optaram por ir “para cima e não para Norte”, como me ensinou Patrícia Portela e o seu homem plano, ou se vieram para me contar histórias que dizem que verdadeiramente malditos são os que roubam cachos de uvas americanas a donas que se chamam Alicinhas e que encomendam a alma dos infractores ao diabo. Isto disse valter hugo mãe, que escreve em letras minúsculas, assim em fila indiana sem hierarquias de maiúsculas ou maiores. E estes escritores, que saltaram dos livros para a minha ilha, falaram desse universo imenso da literatura e das palavras. Dessa força maior de dizer o belo, o cruel, o escatológico, a ternura, o ódio. Enfim, a vida, porque nada é mais próximo da vida do que a literatura. Na plateia, alguém reclamou que as palavras são sagradas. Um estatuto que, um dia, um poeta que também nasceu aqui, nesta ilha, me ensinou ser impossível. Até porque “só se pode encontrar Deus pelos baldios”. E outro poeta ainda, que também por aqui nasceu, diz que faz poemas como quem faz cadeiras. Depois de tudo isto, ensinou-me um dia a Diana, citando Fedro, que as palavras são figuras pintadas. São abstrações com as quais nos dizemos e contamos o mundo. Nem malditas, nem sagradas, mas, com toda a certeza, mágicas quando manuseadas por quem sabe fazer delas uma ficção maior, ou a única realidade possível no avesso do que somos. Os escritores, que aterraram na minha ilha para me contarem histórias, trouxeram novidade e memória, porque sempre gostei de palavras. E foi assim que me lembrei, pela mão de todos eles num sábado de Abril, que aprendi as primeiras letras deixando-as fugir pelos desenhos de uma toalha de plástico. Que tive uma professora que se chamava Celeste e que me ensinou o abecedário entre vasos de azáleas e sapatinhos. Que aprendi a escrever as primeiras palavras enquanto me distraía com as nuvens que faziam desenhos no céu da minha infância. Nem sei muito bem porquê, mas ao ouvir estes escritores, tornados ilhéus por um instante do tempo, lembrei-me do primeiro livro que li. Aquele que transportei como se fosse um tesouro de uma biblioteca itinerante da Gulbenkian até debaixo da sombra da latada do meu quintal. E foi aí, entre recortes de sombra e pedaços de sol, que li a história de um unicórnio. Não sei se foram as asas, se foi a sombra, se foi o cheiro desse livro inaugural, mas, a partir desse dia, nunca mais parei de ler. E, na falta de livros, lia tudo o que apanhava, como se fosse impossível deixar de o fazer. Lia os folhetos dos medicamentos da minha avó, a composição do leite do meu irmão, os rótulos das latas e das garrafas, os letreiros luminosos. Tudo. E é ainda dessa memória que me vem o encanto e a sedução de todas as palavras, do ofício cantante dos poetas ou das narrativas que libertam e respiram essa imensidão das histórias. Por tudo, e pelo que ainda não sei dizer, valeu a pena este festival literário da Booktailors e da Delphi Editora.

Como me perco nos mapas e na geografia, não sei se optaram por ir “para cima e não para Norte”, como me ensinou Patrícia Portela e o seu homem plano, ou se vieram para me contar histórias que dizem que verdadeiramente malditos são os que roubam cachos de uvas americanas a donas que se chamam Alicinhas e que encomendam a alma dos infractores ao diabo. Isto disse valter hugo mãe, que escreve em letras minúsculas, assim em fila indiana sem hierarquias de maiúsculas ou maiores.

E estes escritores, que saltaram dos livros para a minha ilha, falaram desse universo imenso da literatura e das palavras. Dessa força maior de dizer o belo, o cruel, o escatológico, a ternura, o ódio. Enfim, a vida, porque nada é mais próximo da vida do que a literatura. Na plateia, alguém reclamou que as palavras são sagradas. Um estatuto que, um dia, um poeta que também nasceu aqui, nesta ilha, me ensinou ser impossível. Até porque “só se pode encontrar Deus pelos baldios”. E outro poeta ainda, que também por aqui nasceu, diz que faz poemas como quem faz cadeiras. Depois de tudo isto, ensinou-me um dia a Diana, citando Fedro, que as palavras são figuras pintadas. São abstrações com as quais nos dizemos e contamos o mundo. Nem malditas, nem sagradas, mas, com toda a certeza, mágicas quando manuseadas por quem sabe fazer delas uma ficção maior, ou a única realidade possível no avesso do que somos. Os escritores, que aterraram na minha ilha para me contarem histórias, trouxeram novidade e memória, porque sempre gostei de palavras. E foi assim que me lembrei, pela mão de todos eles num sábado de Abril, que aprendi as primeiras letras deixando-as fugir pelos desenhos de uma toalha de plástico. Que tive uma professora que se chamava Celeste e que me ensinou o abecedário entre vasos de azáleas e sapatinhos. Que aprendi a escrever as primeiras palavras enquanto me distraía com as nuvens que faziam desenhos no céu da minha infância. Nem sei muito bem porquê, mas ao ouvir estes escritores, tornados ilhéus por um instante do tempo, lembrei-me do primeiro livro que li. Aquele que transportei como se fosse um tesouro de uma biblioteca itinerante da Gulbenkian até debaixo da sombra da latada do meu quintal. E foi aí, entre recortes de sombra e pedaços de sol, que li a história de um unicórnio. Não sei se foram as asas, se foi a sombra, se foi o cheiro desse livro inaugural, mas, a partir desse dia, nunca mais parei de ler. E, na falta de livros, lia tudo o que apanhava, como se fosse impossível deixar de o fazer. Lia os folhetos dos medicamentos da minha avó, a composição do leite do meu irmão, os rótulos das latas e das garrafas, os letreiros luminosos. Tudo. E é ainda dessa memória que me vem o encanto e a sedução de todas as palavras, do ofício cantante dos poetas ou das narrativas que libertam e respiram essa imensidão das histórias. Por tudo, e pelo que ainda não sei dizer, valeu a pena este festival literário da Booktailors e da Delphi Editora.

E estes escritores, que saltaram dos livros para a minha ilha, falaram desse universo imenso da literatura e das palavras. Dessa força maior de dizer o belo, o cruel, o escatológico, a ternura, o ódio. Enfim, a vida, porque nada é mais próximo da vida do que a literatura.

Na plateia, alguém reclamou que as palavras são sagradas. Um estatuto que, um dia, um poeta que também nasceu aqui, nesta ilha, me ensinou ser impossível. Até porque “só se pode encontrar Deus pelos baldios”. E outro poeta ainda, que também por aqui nasceu, diz que faz poemas como quem faz cadeiras. Depois de tudo isto, ensinou-me um dia a Diana, citando Fedro, que as palavras são figuras pintadas. São abstrações com as quais nos dizemos e contamos o mundo. Nem malditas, nem sagradas, mas, com toda a certeza, mágicas quando manuseadas por quem sabe fazer delas uma ficção maior, ou a única realidade possível no avesso do que somos. Os escritores, que aterraram na minha ilha para me contarem histórias, trouxeram novidade e memória, porque sempre gostei de palavras. E foi assim que me lembrei, pela mão de todos eles num sábado de Abril, que aprendi as primeiras letras deixando-as fugir pelos desenhos de uma toalha de plástico. Que tive uma professora que se chamava Celeste e que me ensinou o abecedário entre vasos de azáleas e sapatinhos. Que aprendi a escrever as primeiras palavras enquanto me distraía com as nuvens que faziam desenhos no céu da minha infância. Nem sei muito bem porquê, mas ao ouvir estes escritores, tornados ilhéus por um instante do tempo, lembrei-me do primeiro livro que li. Aquele que transportei como se fosse um tesouro de uma biblioteca itinerante da Gulbenkian até debaixo da sombra da latada do meu quintal. E foi aí, entre recortes de sombra e pedaços de sol, que li a história de um unicórnio. Não sei se foram as asas, se foi a sombra, se foi o cheiro desse livro inaugural, mas, a partir desse dia, nunca mais parei de ler. E, na falta de livros, lia tudo o que apanhava, como se fosse impossível deixar de o fazer. Lia os folhetos dos medicamentos da minha avó, a composição do leite do meu irmão, os rótulos das latas e das garrafas, os letreiros luminosos. Tudo. E é ainda dessa memória que me vem o encanto e a sedução de todas as palavras, do ofício cantante dos poetas ou das narrativas que libertam e respiram essa imensidão das histórias. Por tudo, e pelo que ainda não sei dizer, valeu a pena este festival literário da Booktailors e da Delphi Editora.

Na plateia, alguém reclamou que as palavras são sagradas. Um estatuto que, um dia, um poeta que também nasceu aqui, nesta ilha, me ensinou ser impossível. Até porque “só se pode encontrar Deus pelos baldios”. E outro poeta ainda, que também por aqui nasceu, diz que faz poemas como quem faz cadeiras.

Depois de tudo isto, ensinou-me um dia a Diana, citando Fedro, que as palavras são figuras pintadas. São abstrações com as quais nos dizemos e contamos o mundo. Nem malditas, nem sagradas, mas, com toda a certeza, mágicas quando manuseadas por quem sabe fazer delas uma ficção maior, ou a única realidade possível no avesso do que somos. Os escritores, que aterraram na minha ilha para me contarem histórias, trouxeram novidade e memória, porque sempre gostei de palavras. E foi assim que me lembrei, pela mão de todos eles num sábado de Abril, que aprendi as primeiras letras deixando-as fugir pelos desenhos de uma toalha de plástico. Que tive uma professora que se chamava Celeste e que me ensinou o abecedário entre vasos de azáleas e sapatinhos. Que aprendi a escrever as primeiras palavras enquanto me distraía com as nuvens que faziam desenhos no céu da minha infância. Nem sei muito bem porquê, mas ao ouvir estes escritores, tornados ilhéus por um instante do tempo, lembrei-me do primeiro livro que li. Aquele que transportei como se fosse um tesouro de uma biblioteca itinerante da Gulbenkian até debaixo da sombra da latada do meu quintal. E foi aí, entre recortes de sombra e pedaços de sol, que li a história de um unicórnio. Não sei se foram as asas, se foi a sombra, se foi o cheiro desse livro inaugural, mas, a partir desse dia, nunca mais parei de ler. E, na falta de livros, lia tudo o que apanhava, como se fosse impossível deixar de o fazer. Lia os folhetos dos medicamentos da minha avó, a composição do leite do meu irmão, os rótulos das latas e das garrafas, os letreiros luminosos. Tudo. E é ainda dessa memória que me vem o encanto e a sedução de todas as palavras, do ofício cantante dos poetas ou das narrativas que libertam e respiram essa imensidão das histórias. Por tudo, e pelo que ainda não sei dizer, valeu a pena este festival literário da Booktailors e da Delphi Editora.

Depois de tudo isto, ensinou-me um dia a Diana, citando Fedro, que as palavras são figuras pintadas. São abstrações com as quais nos dizemos e contamos o mundo.

Nem malditas, nem sagradas, mas, com toda a certeza, mágicas quando manuseadas por quem sabe fazer delas uma ficção maior, ou a única realidade possível no avesso do que somos. Os escritores, que aterraram na minha ilha para me contarem histórias, trouxeram novidade e memória, porque sempre gostei de palavras. E foi assim que me lembrei, pela mão de todos eles num sábado de Abril, que aprendi as primeiras letras deixando-as fugir pelos desenhos de uma toalha de plástico. Que tive uma professora que se chamava Celeste e que me ensinou o abecedário entre vasos de azáleas e sapatinhos. Que aprendi a escrever as primeiras palavras enquanto me distraía com as nuvens que faziam desenhos no céu da minha infância. Nem sei muito bem porquê, mas ao ouvir estes escritores, tornados ilhéus por um instante do tempo, lembrei-me do primeiro livro que li. Aquele que transportei como se fosse um tesouro de uma biblioteca itinerante da Gulbenkian até debaixo da sombra da latada do meu quintal. E foi aí, entre recortes de sombra e pedaços de sol, que li a história de um unicórnio. Não sei se foram as asas, se foi a sombra, se foi o cheiro desse livro inaugural, mas, a partir desse dia, nunca mais parei de ler. E, na falta de livros, lia tudo o que apanhava, como se fosse impossível deixar de o fazer. Lia os folhetos dos medicamentos da minha avó, a composição do leite do meu irmão, os rótulos das latas e das garrafas, os letreiros luminosos. Tudo. E é ainda dessa memória que me vem o encanto e a sedução de todas as palavras, do ofício cantante dos poetas ou das narrativas que libertam e respiram essa imensidão das histórias. Por tudo, e pelo que ainda não sei dizer, valeu a pena este festival literário da Booktailors e da Delphi Editora.

Nem malditas, nem sagradas, mas, com toda a certeza, mágicas quando manuseadas por quem sabe fazer delas uma ficção maior, ou a única realidade possível no avesso do que somos.

Os escritores, que aterraram na minha ilha para me contarem histórias, trouxeram novidade e memória, porque sempre gostei de palavras. E foi assim que me lembrei, pela mão de todos eles num sábado de Abril, que aprendi as primeiras letras deixando-as fugir pelos desenhos de uma toalha de plástico. Que tive uma professora que se chamava Celeste e que me ensinou o abecedário entre vasos de azáleas e sapatinhos. Que aprendi a escrever as primeiras palavras enquanto me distraía com as nuvens que faziam desenhos no céu da minha infância. Nem sei muito bem porquê, mas ao ouvir estes escritores, tornados ilhéus por um instante do tempo, lembrei-me do primeiro livro que li. Aquele que transportei como se fosse um tesouro de uma biblioteca itinerante da Gulbenkian até debaixo da sombra da latada do meu quintal. E foi aí, entre recortes de sombra e pedaços de sol, que li a história de um unicórnio. Não sei se foram as asas, se foi a sombra, se foi o cheiro desse livro inaugural, mas, a partir desse dia, nunca mais parei de ler. E, na falta de livros, lia tudo o que apanhava, como se fosse impossível deixar de o fazer. Lia os folhetos dos medicamentos da minha avó, a composição do leite do meu irmão, os rótulos das latas e das garrafas, os letreiros luminosos. Tudo. E é ainda dessa memória que me vem o encanto e a sedução de todas as palavras, do ofício cantante dos poetas ou das narrativas que libertam e respiram essa imensidão das histórias. Por tudo, e pelo que ainda não sei dizer, valeu a pena este festival literário da Booktailors e da Delphi Editora.

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