Tentar saber quem é Coito Pita, com que interesses se move na vida pública regional e qual é o seu contributo para o bem comum não é perda de tempo. Bem pelo contrário. É decisivo para percebermos como funciona alguma classe política local na democracia na qual se serve. Sabe-se que é simultaneamente advogado de empresas privadas contra o Governo Regional e de entidades públicas de quem recebeu avenças para defendê-las. E ainda que é deputado a quem o poder encomenda trabalhos, por saber que gosta de mostrar serviço, sobretudo em ano eleitoral. E por aqui poderíamos ficar, já que ódios, invejas e até a devassa da vida privada são, essas sim, "atitudes inqualificáveis", bem sintomáticas da farsa a que a Autonomia chegou. Só que Coito Pita presidiu à 'Comissão de inquérito à Comunicação Social' e nessa qualidade mostrou que se arrisca a ser confundido como uma pita, inconsciente e fútil. Sobretudo por assinar um relatório que contém conclusões sem fundamentação. Ou como a peta em pessoa. Não contente com as marcas que deixou num relatório que envergonha o menos dotado do ensino básico - já que comprovadamente plagiou a contestação do 'JM' à providência cautelar interposta pelo DIÁRIO ou a isso foi obrigado - tentou "estrebuchar" quando confrontado com os números que escondeu. E mais uma vez espalhou-se, revelando padecer da cegueira fundamentalista que o impediu de ler o que estava escrito nas páginas 14 e 15 da edição deste jornal de 30 de Março. É crime o DIÁRIO facturar valores a autarquias, a institutos e outras empresas por serviços publicitários efectivamente prestados? E que diz sobre a dívida bancária acumulada no 'JM', apesar da injecção anual de 4 milhões de euros em suprimentos? Coito mete 'a pata na poça'. Aborda matérias de ordem editorial do DIÁRIO sem ouvir, como era vontade da Comissão, os directores, o actual e o antecessor, sobre quem tece considerações que atentam contra aquilo que há de mais elementar nos compêndios que se espera tenha estudado. Julgou sem inquirir e condenou sem provas. Sobre esta desajeitada forma de tratar com os pés o que exigia mãos limpas, é expectável que o bastonário Marinho Pinto tudo faça para depurar a advocacia daquilo a que as agências de 'rating' classificariam como "lixo". Os preconceitos de quem julga saber o que é e como se faz jornalismo afectam-lhe a lucidez. O insaciável desejo de controlar as verdades que se escrevem, missão sempre mal sucedida, impediu que sustentasse com factos concretos "a falta do rigor, isenção e independência" que nos imputa. Mas pior, omitiu do seu relatório aquilo que declarou aos jornalistas a 21 de Janeiro, após a audição ao presidente do conselho de administração da EDN, de quem disse ter ouvido "por mais do que uma vez, que é saudável ter uma livre concorrência e que não quer, de maneira nenhuma, o monopólio da comunicação social da Madeira". A falta de memória deu jeito à manipulação que viria a consagrar algo bem distinto, feito à medida: "o objectivo do DN é fechar o Jornal da Madeira". Coitados. A farsa enoja. É apropriado citar John Ruskin: "Dizer a verdade é como escrever bem: aprende-se à custa de exercício". Rúben Micael, Futebolista Concretizar um sonho e, ao mesmo tempo, deixar marcas, golos e recordes é obra. A humildade torna tudo mais fácil. Daí o orgulho regional. Jardim Gonçalves, Ex-Presidente do BCP Portugal tem solução. Basta que todos se esforcem. Um desafio colectivo deixado com clareza na entrevista dada ao DIÁRIO. João Silva, Piloto Fez um rali de Portugal notável. Foi o melhor nas duas rodas motrizes e o 3.º melhor português. A prudência é aliada da competitividade. Francisco Fernandes, Secretário Regional Tutela um sector que carece de atenção permanente. Os reparos do TC aos recrutamentos e as broncas nas escolas indiciam desleixo. Jaime Ramos, Líder Parlamentar do PSD-M Permitiu que a comissão de Pita deitasse ao lixo o trabalho de 120 entidades. Estranho é haver quem se vergue ao desprestígio político.