Idalina Pita Exmo. Sr.º David Fraga, a vossa cliente "fantasma", uma vez que não consta da Vossa base de dados, há quase dez anos, paga-vos, mensalmente, o gás que consome, não mente, não alterou o seu nome porque não é covarde, nem está interessada em denegrir a honorabilidade da Empresa de que Vossa Excelência é Gestor de Negócios. Não fui eu que confundi os leitores. Foi a Empresa que se encarregou de o fazer aos seus clientes. Realmente foram enviadas duas folhas, uma das quais refere a data limite de pagamento que, como expus, é coincidente com a data de emissão da factura/recibo (17-03-2011). Porque razão mencionam na referida factura/recibo que "se utilizar a Rede Multibanco é OBRIGATÓRIO (em maiúsculas e a negrito) o envio por fax ou e-mail do comprovativo das transferências conjuntamente com os talões de controlo e leitura óptica". Isto Vossa Excelência não explica sabendo que, esta chamada de atenção não faz parte das facturas mensais. Outra coisa que refiro na minha carta e que Vossa Excelência se absteve de comentar/explicar é se terá de ser o cliente a vos enviar a leitura do contador conforme referido na factura "A comunicação de leituras deverá ser feita entre os dias 15 e 20 de cada mês". Ao interpretá-la dá-nos a ideia que sim. Deste quando está em vigor esta norma? Ah! Estas letras pequeninas! Contudo, eu questionava se ainda era legal o pagamento por estimativa. Isto porque quem não se deu ao trabalho de ler estas letrinhas, talvez tamanho 4 ou 6, não se deu conta disso. Todavia está pagamento o seu consumo de gás. Como estão procedendo? Vêm fazer a leitura apenas a quem não vo-la envia? Por acaso como Gestor já lhe deram conhecimento das chamadas telefónicas que têm sido recebidas na Empresa com pedidos de esclarecimento? Tenho pena de quem está ao telefone a repetir vezes sem conta a mesma explicação! Ao ler a sua resposta posso inferir que fez uma leitura na diagonal, senão teria lido que "refere ainda uma das facturas, sim porque em tempo de crise mandam-se dois papéis em vez de um, que e empresa fez um acerto do IVA" (linhas 8 a 12 da minha carta). Não há pois, como refere, informações erradas. Quanto ao conselho que dá ao DN de "…procurar verificar se os factos relatados correspondem minimamente à verdade…" digo-lhe que a factura/recibo foi anexa à minha carta. Pena é que não tivesse tido lugar no espaço dedicado ao "Flagrante" integrado na página das Cartas do leitor. No que concerne à sua interrogação acerca do "…espírito jornalístico, o jornalismo de investigação, a responsabilidade de informar correctamente, são valores que não interessa garantir?" apraz-me dizer-lhe que, neste caso, não cabe ao jornalista mas sim à Vossa Empresa que poderia/deveria deduzir o acerto do IVA na factura de Março, como aliás o fez, e não desperdiçar duas folha A4, respectivo envelope e despesa de Correio para baralhar os clientes. Quero ainda dizer-lhe que não tendo havido reacção/explicação da Empresa à minha carta enviei-vos um e-mail do qual obtive resposta. Se me permite, penso que se tivesse lido a carta atentamente, até porque o DN, de quem Vossa Excelência parece não gostar, omitiu o nome da Empresa que estava referido na carta, não teria ficado tão ofendido. Interpreto essa omissão como respeito, responsabilidade e conhecimento de valores jornalísticos. Se a Vossa Sede não fosse tão longe, e, é claro, se vossa Excelência o permitisse, sugeria-lhe que nos sentássemos e interpretássemos/analisássemos as Vossas explicações e, estou certa, chegaria à conclusão que serviram apenas para induzir a confusão nos Vossos clientes.