No próximo dia 5 de Junho teremos eleições legislativas nacionais. No final deste percurso, em São Bento, sinto-me um cidadão e um político de consciência tranquila. Tudo aquilo que prometi aos eleitores foi cumprido. Votei sempre de acordo com a minha consciência e sempre a favor dos interesses da nossa Região, por onde fui eleito. Nunca "descafeinei" qualquer proposta. Nunca alinhei em jogos de interesses, para com isso ganhar protagonismo político. Mas confesso-vos: - foram muitos dias e longas noites de solidão. Hoje, sinto que poderíamos ter ido mais longe, se a demagogia e o populismo tivessem dado lugar ao debate sério de ideias. Sinto que a política deveria ser mais tranparente e que a comunicação social, da qual faço parte, poderia e tem o dever de ser mais isenta. Vem aí um novo governo. Espero, sinceramente, que seja do Partido Socialista, porque é o Partido que defende o Estado Social, a Liberdade e a Justa distribuição de riqueza. Nem quero imaginar o que será uma governação de direita, com o PSD e a sua muleta. Despedimentos sem justa causa? Aumento de impostos? privatização da RTP e da Caixa Geral de Depósitos? Fim do Estado Social? Sim. É isso que nos espera. O PSD sempre defendeu o fim do Estado Social e os despedimentos "a la gardere". Nem quero aqui falar desse pequeno partido, denominado popular, que nunca defendeu os interesses dos trabalhadores e que a curto prazo poderá ser um perigo para a própria Democracia. Já repararam que o homem, com tanta sede de poder, e que já esteve no governo, só abriu "portas" a grandes negociatas? Cuidado com os submarinos. O momento que o País atravessa merece uma reflexão séria. O povo será confrontado com duas opções: A do Estado Social, defendida pelo PS, ou a do PSD e respectiva muleta, que preconiza o neo-liberalismo selvagem e a ditadura dos mercados. A coligação negativa, formada na Assembleia da República, pela direita maniqueísta, e imagine-se, por uma esquerda radical, fixista, e sem ideias e soluções para o país, já está a ter reflexos nos mercados financeiros. Estes partidos nunca estiveram verdadeiramente interessados no futuro de Portugal. A única coisa que os move é o poder pelo poder, porque a extrema esquerda não gosta do Partido Socialista no governo e a direita (PSD e respectiva muleta) quer o fim do Estado Social. "Até amanhã" camaradas.

Luís Miguel França, Deputado do PS na AR