Tenho andado, nestes últimos tempos, à procura de resposta a uma questão que entendo devia merecer de todos os interessados alguma reflexão: - Qual é a nossa maior qualidade enquanto destino turístico? As respostas podem ser as mais diversas mas defendo, como já disse antes, que não podemos ser nós a dá-las. É um bocado como perguntarem-me se a gravata que coloquei fica bem com o fato escolhido, ao que responderei, evidentemente, que sim pois de outra forma não os tinha vestido juntos. Voltando ao que interessa, partilho convosco qual a resposta mais comum dada pelos clientes no hotel onde trabalho: - as pessoas! São elas que conseguem fazer a diferença, ultrapassando com profissionalismo, dedicação e simpatia algumas falhas, que sempre acontecem. Partindo do pressuposto de que o madeirense é de facto um povo muito hospitaleiro, gostava de deixar mais uma sugestão, necessariamente sucinta, à conta dos caracteres, a juntar a todas as outras que fui fazendo: - Porque não aliar à capacidade inata de bem receber, que porventura será a tal nossa maior qualidade, valências técnicas, profissionais e de conhecimento? Nunca percebi como se concebeu um projecto de Universidade na Madeira sem integrar a Escola Hoteleira que, como outras no mundo, poderia ser reconhecida pela sua superior qualidade. Importar conhecimento para que este depois se dissemine pelos profissionais, naquela que é proclamada a indústria mais importante da Região, não seria uma boa medida para um futuro próximo? Bem sei que, hoje, a Escola Hoteleira está entregue a privados, o que não me choca e a quem deixo o desafio. E porque não pensar num outro modelo, em conjunto com a Universidade? Não vos parece bem, juntar o nome Madeira a Porto, Glion ou, máximo dos máximos, Cornell, só para dar alguns exemplos?
André Barreto, Empresário