Novas Oportunidades é um programa ambicioso. O governo pretendia até 2010 formar um milhão de pessoas com este programa, no entanto e infelizmente, as metas não foram atingidas e chegou ao 600 mil portugueses. É de louvar este tipo de iniciativas que estimulam os adultos que não têm o Secundário ou 3º ciclo ou 2º ciclo ou até mesmo o 1º ciclo, a voltarem a pegar nos lápis e cadernos e regressarem aos estudos. Contudo, pelo que pude investigar, existem alguns módulos - digamos assim - desta ''Escola'' que se baseiam na experiência de vida dos educandos. Os nossos pais dizem que por mais que estudemos, que saibamos teorias, ciclos, é a Vida que mais no ensina e é com ela e com as desilusões que enfrentamos, que realmente aprendemos. Mas não me parece eficiente estruturarmos um ensino, uma formação, à volta da Experiência de Vida, pela simples razão de que estes futuros formados quando enfrentarem ''o novo mercado de trabalho'' não vão falar com os seus clientes, por exemplo, sobre as experiências que tiveram e sobre como a vida pode - ou não - ser madrasta! Sei, no entanto, que os professores utilizam algumas situações que ocorrem durante a vida dos seus formandos e requerem aos seus alunos a execução de trabalhos e, ou, apresentações sobre as mesmas. Uma das grandes apostas do Governo de Sócrates era num incremento da Certificação Profissional... É uma iniciativa com bons alicerces e acredito que, com uma reapreciação de algumas questões, possa contribuir para um crescimento da nossa economia, nomeadamente do PIB, como está a acontecer, por exemplo, nos EUA que apresentam um crescimento de uns impressionantes 2,8% quando há cinco anos registavam uma contracção de 2,6% .

Sílvio Alves, Aluno da UMa