Decorre a época desportiva 2011, registando-se com agrado o incremento do número de atletas e clubes associados à modalidade, comparativamente ao ano de 2010. Este crescimento sustentado indica que independentemente das dificuldades que as instituições desportivas atravessam, estão a surgir novos projectos, sustentados em melhores métodos de organização e gestão interna dos clubes, o que demonstra que o futuro é já hoje, com a aposta em projectos de formação de jovens atletas e o apoio moderado/partilhado dos atletas em escalões superiores. Outra área, causadora de grandes apreensões para a "A.R.T.M", é a organização das provas. Regista-se um crescimento do número de exigências, na organização de eventos desportivos, associado ao número de entidades e organismos que tutelam várias áreas/espaços (Marinha; Polícia Marítima; Bombeiros; PSP; Câmaras; Conc. de Estradas; Emp. Públicas, etc), que directa ou indirectamente intervêm no licenciamento dos eventos desportivos, tornando mais complexa e morosa a aprovação/realização de eventos desportivos foras das "4 paredes". Associado à complexidade destas acções, os custos financeiros associados à presença/prestação de serviços pelos organismos e entidades, estão a estrangular a acção/actividades das associações desportivas que utilizam os espaços públicos abertos (mar/montanha/estradas). Torna-se impossível fazer reflectir o custo real da organização de eventos, nas taxas pagas pelos clubes e atletas, o que coloca algumas questões em aberto, para o presente e futuro desta e de outras modalidades, nomeadamente: 1. Deverá existir um esforço coordenado de todas as entidades envolvidas, de modo a facilitar/apoiar a realização de eventos desportivos? 2. Deverão ser os atletas, clubes e pais a pagar integralmente os custos reais das competições desportivas? 3. Deve ser o estado/RAM a suportar integralmente os custos desta e de outras actividades desportivas?

Víctor Rodrigues, Dirigente