Leitor identificado Luís Vilhena, o arquitecto, apresentou um 'desenho' para o projecto do aterro do Funchal.
Vilhena, o eterno independente socialista, não tinha gostado do planfleto eleitoral do governo e vai daí encomendou um 'desenho' ao arquitecto Luís. A diferença entre os 'desenhos', ao que se sabe, é que um tem em vista o óbvio: a expansão do porto, a actividade económica gerada pelo turismo, sobretudo a ligada aos passeios de barco e à observação de baleias e golfinhos que gera em Portugal mais de 13 milhões de euros,com destaque para os Açores (6 milhões) e Madeira (3 milhões). Se atendermos que a International Fund for Animal Welfare calcula que a observação de baleias movimentou 13 milhões de pessoas em 119 países, no ano de 2008, gerando receitas superiores a 1.425 milhões de euros, o projecto de criar um 'rossio' é o fomento da inutilidade, já que a actividade marítimo-turística madeirense está sem condições operacionais, tem potencial e gera uma actividade económica e ambientalmente sustentada. Interessante é ver os que reprovam o depósito de inertes, promovendo-o a aterro - sem terra - a sugerir, com uma designação mais científica - alimentação artificial - que se jogue os inertes no Toco ou na Praia Formosa, operação que dispensa estudos científicos, obviamente.