Sónia Jardim Será que a cura psicológica poderá ser mais importante e/ou eficaz que o tratamento/reabilitação física dos pacientes? No 1º piso, secção de gastrenterologia, a cura vem do fundo do coração de todos aqueles que fazem este piso funcionar, dia após dia. Médicos, super homens/mulheres que tudo fazem para resolver os problemas dos seus pacientes, estudos, soluções, tratamentos, olhares penetrantes e palavras ternas de aconchego.

Enfermeiras/os, fazem maldades com agulhas e seringas cheias de carinho, atenção e mimo 24 horas. Auxiliares técnicas: mudam lençóis com sorrisos e cheirinhos a lavado, trazendo lufadas de ar fresco; limpam os quartos, bolhas de sabão coloridas; dão-nos de comer e beber, bendito pão de cada dia. Outros pisos não conheço, felizmente, mas este - o 1º piso - pelo qual já passei inúmeras vezes devido a um problema de saúde crónico que não me deixa em paz, é de louvar. Esta família temporária que me acolhe sempre que estou doente é um exemplo de profissionalismo, esforço, trabalho e amor. Para mim, a cura psicológica e física só é possível quando a força para a recuperação vem do coração de aqueles que nós cuidam e querem bem. O meu obrigada!