Aristóteles, filósofo grego (384 a.C. - 322 a.C.) dizia "Somos o que repetidamente fazemos. A excelência não é portanto um feito, mas sim um hábito." Em 1951, foi criado no Japão o Prémio Deming pela União Japonesa de Cientistas e Engenheiros. O Prémio Deming, especialmente o que é atribuído às empresas, tem exercido uma enorme influência no desenvolvimento do controlo/gestão da qualidade no Japão. O nome deste prémio de excelência decorre do reconhecimento da indústria japonesa a William E. Deming e à formação por ele desenvolvida junto de chefias de topo, gestores, engenheiros e investigadores da indústria nipónica em 1950. A excelência não é uma novidade. O que é surpreendente é 60 anos depois ainda ser notícia falar-se de excelência e apresentar-se como um feito aquilo que há muito deveria fazer parte dos nossos hábitos. Parecemos voltar ao conceito primitivo de qualidade cujo enfoque estava no acesso ao produto "ter ou não ter… eis a questão!" enunciado por David Lodge (1935). Qualidade igual a excelência significa deliciar o cliente com bens e serviços que estabeleçam novos standarts no mercado; fazendo consistentemente melhor que a concorrência, antes da concorrência; em todas as áreas de actividade (Qualidade Total). Ter qualidade e ser excelente é ter capacidade para responder de forma eficiente e eficaz às solicitações. Recentemente, a Secretaria Regional de Educação e Cultura e a Câmara Municipal do Funchal em menos de 24 horas responderam a um pedido de transporte. O mesmo fez o Clube Sport Marítimo que, de forma ágil e disponível, assegurou a logística remanescente necessária ao sucesso de uma actividade na área da cultura. Qualidade é também é isto: dizer o que se faz e fazer o que se diz.
Natércia Xavier, Formadora