José Filipe Abreu iniciou na Madeira o seu percurso na arbitragem e é actualmente um dos mais recentes árbitros internacionais de Basquetebol. Cedo destacou-se dos demais pela sua postura, determinação e sede em adquirir experiência, de forma a poder evoluir naquela que tinha sido a sua actividade de eleição, a arbitragem. Quando começou, era um colaborador assíduo da ABM, arbitrava e muitas das vezes sem auferir qualquer retorno financeiro. Agora, anos passados, vê todo o seu esforço e dedicação recompensados! Viu a FPB indicá-lo para as provas da FIBA, onde brilhantemente foi aprovado na 2ª fase do Curso realizado em Gaziantep, na Turquia, de 4 a 13 do passado mês, adquirindo assim a categoria de internacional. Actualmente (infelizmente para a Madeira) encontra-se a exercer funções no conselho de arbitragem da Associação de Basquetebol do Algarve. Este é um exemplo, entre vários no país, de juízes que têm apostado ao longo dos anos numa carreira ligada a arbitragem. Presentemente, a forma como a arbitragem é vista e sentida pelos juízes corre sérios riscos de se transformar. Muito poderá mudar com a recente alteração do enquadramento fiscal, no que diz respeito ao pagamento dos juízes. No actual enquadramento, só poderão usufruir da isenção de se colectarem nas finanças durante um período máximo de 10 anos e/ou até aos 30 anos de idade, para além de só poderem aceder a bolsa de formação desportiva no valor limite anual de 2.375,00 €. Quando tal não se verifica, os juízes têm de se colectar nas finanças e passar recibo verde. Deverão também, previamente, verificar quais as implicações que terão na sua situação junto da Segurança Social. Agora questiono: com o novo enquadramento fiscal da arbitragem, que futuro se espera, não só para os juízes mas, principalmente, para o desporto em geral?

Sandra Rebolo, Presidente da ABM