Moções, petições e convulsões. É disto que vivem algumas boas vontades locais, como se os entusiasmos efémeros chegassem para governar. Mas é o que se pode arranjar no tempo do endeusamento das emoções, sem que ninguém pense na causa das coisas. Há provas dos vários equívocos. Uns quantos apoaintes de que ter milhares a protestar a 12 de Março na Avenida da Liberdade pela "demissão de toda a classe política" até dará bons directos, fotos históricas e muita conversa, embora o motivo enunciado, e só esse, esconda o secreto desejo de extermínio da democracia, por sinal, a mesma que permite tamanha incoerência. Mas há mais, caso da proliferação de petições por tudo e por nada, que em nada vão dar por não serem consistentes e essenciais. E ainda a aventura nacional do líder regional do PS, qual novo Coelho, que para além de juntar todos os ingredientes dos bens perecíveis - e que não se confinam ao prazo de validade -confirma a dificuldade de alguma oposição em definir prioridades. Que Jacinto Serrão sinta necessidade de pôr o PS de Sócrates e Trindade no sítio, devolvendo-o às suas "raízes, ideais sociais e causas laborais", para além de estatutário é louvável. Aliás, qualquer partido que preze a participação dos seus membros, não dispensa um provedor da ideologia, mesmo que distante e empenhado noutras disputas. É ainda legítimo que Serrão faça da moção que assina um momento de catarse. O que não se percebe é que num ano de 'regionais' não use do mesmo expediente festivo para receber as linhas programáticas de um futuro governo elaboradas por André Escórcio e que permita a estigmatização de facções socialistas, transformando um momento de mera reflexão interna numa luta entre a ala popular que almoça num descampado de São Vicente e a "fidalguia" que opta por reunir numa sala de hotel. Exige-se aos implicados nas pretensas ondas de mudança um rasgo de génio, uma estratégia assente no bem comum e virada para as pessoas e paras as soluções, por mais absurda que seja. Portugal vai virar-se em breve para os 'Censos 2011'. Mas mais do que uma operação de actualização estatística, os portugueses de cá e lá carecem de uma urgente renovação de mentalidades e de lideranças que pensem antes de falar. "Para que mais alguém se entregue às boas causas", como sugere Hélder Spínola no livro que acaba de lançar. Fátima Lopes, Estilista Continua a exibir mérito nas mais importantes montras da moda mundial. Estar entre os nomes da alta costura que Paris convida ao abrigo da criatividade é um orgulho nacional. Tomara que sirva de incentivo aos talentos mais tímidos. Pacheco Pereira, Historiador Veio à Região deixar claro que os "degradados" partidos políticos são os grandes responsáveis pela crise. Cabe agora às elites combater o excesso de "aparelhismo" e procurar entendimentos. Pena que alguns julguem estar a salvo! Domingues de Azevedo, Bastonário dos OTOC Classificar o CINM como 'zona franca' é no mínimo intrigante. Mas bem mais grave e irresponsável é julgar que a sua extinção não teria reflexos. Por acaso sabe que a praça madeirense gera emprego qualificado e impostos? Pedrag Jokanovic, Treinador do Nacional Tem poder a mais no clube e usa-o da pior forma. Não é desautorizando directores e boicotando o trabalho dos jornalistas que vence jogos e motiva atletas. É um dos responsáveis por mais uma final falhada. E isso devia ter custos. Rui Rebelo, Presidente da EEM A abordagem ao sector energético permitiu uma vez mais perceberque se dedica com entusiasmo e rigor à procura de soluções sustentáveis. O projecto traçado para a Calheta é um bom exemplo da opção pelapoupança e pela qualidade.