Maria Vieira Realmente!!! O "mal" está feito e continuamos teimosamente à procura de culpados. Será que não fomos todos nós? Uns por pura ignorância e esta paga-se caro, outros com consentimento e na mira do lucro fácil e imediato. Numa altura em que há necessidade de salvar a nossa integridade como País que somos, como ainda concordamos em tentar encontrar quem foi!!!!! É uma total perda de tempo, e este é implacável na sua marcha. Quem não consegue acompanhá-lo é por ele atropelado. Há que reeducar de novo o povo e fazer sentir que, quem não trabalha não pode ter. Tudo na vida tem o seu preço. Se nós não soubermos gerir a nossa vida quer particularmente, quer profissionalmente, nunca chegaremos a algum lado. No meu tempo de infância aprendi com os mais velhos a só dar o "passo conforme o comprimento da perna". Fui instruída a não provocar dívidas onde não seria necessário e esta mentalidade tem me acompanhado ao longo do tempo. Se não posso ter agora, vou trabalhar para ter mais tarde. Agora NÃO CONCORDO, NEM ACEITO, estar a pagar para os "VADIOS". Foi instituído em Portugal que o Governo tem culpa de tudo e que os subsídios são uma obrigação. Em cada canto deparo-me com situações de "invalidez" uqe são passadas de forma leviana. Então pergunto: E eu???? Com problemas graves de coluna, que muitas vezes condicionam a minha actividade profissional, mas sempre firme no meu posto. E porquê? Porque assumi compromissos aos quais tenho de prestar a minha responsabilidade. Não estou a pretender que o Estado me venha dar mais do que deve. Sendo eu, bem como muitos outros, altamente penalizada, fica então uma dúvida muito grande. Em quê e de que forma está a ser aplicado o que por lei me deduzem no ordenado? Será que, numa época em que toda a poupança é bem-vinda, não seria de bom-tom serem criadas contas paralelas às dos nossos ordenados, onde estes valores seriam depositados e assim movimentados em aplicações que gerassem receitas? Futuramente, assim que já não houvesse necessidade, então seria possível fazer o seu resgate, mesmo sem serem aplicadas quaisquer taxas de juros de lucro. Penso que desta forma, o povo trabalhador estaria de animo mais leve, até porque seria uma forma de incutir nas gerações o sentido do dever, da responsabilidade e sobretudo da poupança. A Banca, durante muito tempo, preocupou-se em "vender dinheiro", então agora que faça o inverso e use dignamente e com consciência de mercado as possíveis poupanças.....aquelas que nomeei anteriormente.