Celestino Álvares Gostaria que o DIÁRIO publicasse uma reportagem sobre os porquês que levaram a RDP-Madeira a suspender definitivamente, há cerca de um mês, as emissões em onda média. Desloquei-me à Rua Tenente Coronel Sarmento para saber quando recomeçavam as emissões e disseram-me que em princípio tinham acabado de vez, devido a problemas com as antenas. Recordo aqui um artigo publicado pelo DIÁRIO em Fevereiro de 2010: O mau tempo, nomeadamente o vento forte, deitou abaixo uma antena de 90 metros que garantia a emissão da RDP em Onda Média para toda a Região. Instalada em 1982 no Emissor do Pico do Areeiro, os ventos fortes derrubaram uma antena fragilizada de 28 anos, revelando uma gradual degradação da infra-estrutura de apoio às emissões da rádio pública, já uma antena de 40 metros caiu no Porto Santo há um ano. Sem este Centro Emissor a funcionar, a RDP-Madeira deixa de poder cumprir um dos serviços a que está obrigada, já que as suas emissões em onda média não cobrem todo o território da Região, com os emissores alternativos a não garantirem que as emissões em FM chegam a todas as zonas das duas ilhas, havendo zonas de 'sombra' onde a emissão não é audível. De acordo com as obrigações de serviço público, a RDP deve assegurar a emissão em onda média sem restrições e com a potência adequada, já que esta tem um espectro de audição mais amplo. Numa empresa em que a morosidade dos procedimentos são responsáveis por uma inércia que leva a que a manutenção - quando dependente de Lisboa - seja prestada a tarde e a más horas, a Direcção Técnica da Rádio e Televisão de Portugal em Lisboa está a estudar uma solução, que se teme poder levar vários meses, pois a estrutura que caiu está inutilizável. Entretanto as emissões da RDP prosseguem em FM-Antena 1 e Antena 3 para a Madeira e Porto Santo, garantindo a RDP a difusão em Onda Média para a zona do Funchal através da antena do Monte.